Governo Afirma que Medidas em Combustíveis Evitam Crise Fiscal em 2026

Governo Defende que Medidas para Combustíveis Mantêm Equilíbrio Fiscal
Em uma apresentação do Boletim Macrofiscal, divulgada na segunda-feira (18 de maio de 2026), o subsecretário de Política Fiscal, Rodrigo Toneto, defendeu que as ações do governo para mitigar os efeitos da alta dos combustíveis não geram impacto fiscal negativo.
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Toneto argumentou que o aumento na arrecadação, impulsionado pelo aumento do preço do petróleo, compensa os gastos realizados para tentar controlar a escalada dos preços dos combustíveis no mercado.
A declaração foi feita durante a apresentação do Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica. O governo adotou uma série de medidas para proteger os consumidores, incluindo o aumento de subsídios ao diesel, a suspensão temporária de impostos federais e a criação de linhas de financiamento para setores da economia afetados pela crise do petróleo, desencadeada pelo conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
Além disso, o governo apresentou uma proposta ao Congresso Nacional com o objetivo de conter o aumento dos preços da gasolina.
Análises Indicam Receitas em Crescimento
Segundo Toneto, o saldo fiscal tem se mantido neutro graças a essas medidas de proteção. O boletim da Secretaria de Política Econômica revelou que as análises indicam um impacto positivo de R$ 7 bilhões por mês nas receitas administradas da União, principalmente devido ao aumento na arrecadação do IRPJ, da CSLL e do Imposto de Exportação. As receitas não administradas também podem aumentar em R$ 1,5 bilhão mensais.
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Medidas para Controlar Preços e Custos
Para reduzir a influência da alta internacional do petróleo nos preços domésticos, o governo implementou diversas ações, como subsídios ao diesel, tanto nacional quanto importado, além de apoio ao gás liquefeito de petróleo e a alíquota zero de PIS/Cofins sobre óleo diesel e querosene de aviação. Estima-se que essas medidas tenham um impacto mensal de R$ 6,2 bilhões. A equipe econômica também calculou que um eventual subsídio à gasolina, que está em discussão no Congresso, custaria R$ 272 milhões por cada redução de 10 centavos no preço do combustível.
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