Gordura Abdominal e Incontinência Urinária: Alerta na Pesquisa da UFSCar

Gordura abdominal e incontinência urinária: novo alerta para mulheres! 🚨 Pesquisa da UFSCar revela ligação preocupante entre gordura visceral e perda

10/05/2026 12:54

3 min

Gordura Abdominal e Incontinência Urinária: Alerta na Pesquisa da UFSCar
(Imagem de reprodução da internet).

Gordura Abdominal e Risco de Incontinência Urinária em Mulheres Aumentam

Um estudo recente, conduzido pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), revelou uma ligação significativa entre o acúmulo de gordura na região abdominal, especialmente a gordura visceral, e o risco de incontinência urinária de esforço em mulheres.

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A pesquisa, publicada no European Journal of Obstetrics & Gynecology and Reproductive Biology, indica que a distribuição da gordura corporal pode ser um fator mais determinante para a condição do que o peso em si.

O levantamento identificou que a gordura visceral, aquela que se acumula entre os órgãos, é a região mais associada à perda involuntária de urina, superando a gordura corporal total. A equipe de pesquisa, liderada pela fisioterapeuta Ana Jéssica dos Santos Sousa, avaliou 99 mulheres entre 18 e 49 anos, recrutadas em São Carlos, para investigar essa relação.

As participantes passaram por exames detalhados da composição corporal, utilizando a técnica DXA, que permite medir a quantidade e distribuição da gordura em diferentes áreas do corpo.

Papel da Gordura Visceral

Os resultados apontaram que a presença de gordura visceral elevou em cerca de 51% a probabilidade de incontinência urinária de esforço. A pesquisadora Patricia Driusso, professora de Fisioterapia em Saúde da Mulher da UFSCar, explica que a gordura visceral se acumula dentro da cavidade abdominal, aumentando a pressão sobre os órgãos internos e sobrecarregando o assoalho pélvico, estrutura responsável por sustentar a bexiga e controlar a saída de urina.

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Além disso, a gordura visceral é metabolicamente ativa, liberando substâncias inflamatórias que podem comprometer a qualidade muscular do assoalho pélvico. A inflamação crônica de baixo grau, segundo Driusso, pode afetar diferentes tecidos do corpo, enfraquecendo os músculos e dificultando a capacidade de contração.

Fatores Adicionais e Prevenção

O estudo também considerou fatores como o número de gestações, condições do parto e a assistência obstétrica, que podem aumentar o risco de disfunções do assoalho pélvico. A pesquisadora alerta que intervenções inadequadas, como a episiotomia, podem contribuir para o problema.

A prevenção e o tratamento da incontinência urinária de esforço incluem o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, por meio da fisioterapia, e o acompanhamento profissional para garantir a correta execução dos exercícios.

Driusso enfatiza que o treinamento da musculatura do assoalho pélvico é eficaz e deve ser mantido ao longo da vida, pois a falta de exercícios pode levar à perda de força. A pesquisadora ressalta que o problema é frequentemente subnotificado, mas mesmo pequenos episódios de perda urinária indicam que o mecanismo de continência não está funcionando adequadamente.

Conclusão: Importância da Distribuição da Gordura

O estudo da UFSCar e Fapesp oferece uma nova perspectiva sobre a incontinência urinária, destacando a importância da distribuição da gordura corporal no corpo feminino. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias de prevenção e cuidado que considerem a forma como a gordura está distribuída, em vez de apenas focar no peso corporal.

A pesquisa contribui para ampliar o debate sobre o tema, que ainda é cercado de tabu, e incentiva as mulheres a buscarem tratamento e prevenção.

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