Gleisi Hoffman Alerta: “Inimigo Dentro de Casa” Ameaça Estabilidade Política em 2026

Gleisi Hoffman Alerta para ‘Inimigo Dentro de Casa’ Após Rejeições no Senado
Em entrevista à GloboNews, na segunda-feira (4 de maio de 2026), a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, expressou sua preocupação com a situação política, especialmente após as recentes derrotas do governo no Senado Federal.
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A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal – um evento sem precedentes desde 1894 – e a derrubada do veto ao PL da Dosimetria, que beneficia os envolvidos no 8 de Janeiro, geraram críticas. Hoffman ressaltou que, até então, havia uma aliança de governabilidade no Congresso, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, atuando de forma correta na maioria das tramitações.
Análise da Situação Política
A ex-ministra utilizou a expressão “inimigo dentro de casa” para descrever a complexidade da situação, sugerindo a necessidade de um levantamento interno para identificar os apoios e possíveis deserções que contribuíram para a rejeição de Messias.
O Partido Trabalhista (PT) tem se concentrado no Partido Socialista Brasileiro (PSB), partido da base do governo e da mesma legenda do ex-presidente do Senado, Miguel Piccininni, que teve apoio governamental para a vaga no Supremo, gerando atrito após a escolha de Davi Alcolumbre.
A situação também envolve a possível candidatura de Alcolumbre ao Senado de Minas Gerais em 2026.
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Disputa Eleitoral e Prioridades do Governo
Gleisi Hoffman indicou que o governo está se envolvendo em um jogo eleitoral, e que é fundamental evitar disputas com o “inimigo dentro de casa”, focando em um projeto de país. Ela enfatizou que o governo precisa marcar seu campo de batalha, sem se envolver em disputas eleitorais desnecessárias.
A ex-ministra também esclareceu que não pode falar pela posição do governo, pois não está no governo nem é líder do mesmo, e ainda não conversou com o presidente Lula sobre o tema.
Retaliação e Negociações
Em conversas reservadas, integrantes do governo consideraram medidas de retaliação contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No entanto, o plano ainda não foi concretizado, dependendo do aval do presidente Lula, que prioriza pautas econômicas e espera que a “temperatura” política se acalme.
Alcolumbre possui em suas mãos a PEC do fim da escala 6 X 1, que avança na Câmara e deve ser votada no plenário da Câmara em maio, e a PEC da Segurança Pública, que aguarda o despacho do presidente da Casa para ser enviada à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).
Além disso, o governo tem 27 indicações a serem aprovadas no Senado em 2026, incluindo nomes como o Banco Central, Cade, CVM, Anvisa, Anatel, Aneel e ANS.
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