FInfluenciadores Priorizam Renda Fixa e Ouro em 2026: Surpreendente Giro!

Atenção dos FInfluenciadores se Concentra em Ações, Mas Engajamento Revela Outras Prioridades
No segundo semestre do ano passado, os influenciadores de finanças, conhecidos como FInfluenciadores, voltaram a ser um ponto central nas discussões nas redes sociais. Apesar do aumento de mais de 400% nas menções ao ativo de ações e um total de 130 mil registros, o engajamento com conteúdos sobre investimentos na Bolsa não acompanhou esse crescimento.
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Dados preliminares, divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (Ibpad), mostram que produtos como previdência privada, renda fixa, fundos e ouro superaram as ações em interesse do público.
O estudo, que acompanha o comportamento de influenciadores digitais desde 2020, monitora centenas de criadores e milhares de perfis no X, YouTube, Instagram e Facebook. A alta nas menções de ações acompanha a melhora do desempenho do Ibovespa, principal índice acionário da B3, que registrou o melhor desempenho desde 2016, com um ganho de 38,9%.
Amanda Brum, CMO da Anbima, ressaltou que esse cenário reacendeu o debate sobre valorização de ativos e oportunidades no mercado acionário.
Conteúdo vs. Engajamento: Um Descompasso
No entanto, os números revelam um descompasso entre o volume de conteúdo produzido e a resposta da audiência. As ações lideraram o ranking de menções, com 129.968 citações, seguidas por criptomoedas (56.867) e câmbio (36.608). Em média, os posts sobre ações registraram cerca de 3 mil interações por publicação, um nível similar ao das criptomoedas.
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Já conteúdos sobre previdência privada alcançaram uma média de 7.617 interações por post, enquanto poupança e renda fixa ultrapassaram os 6 mil.
Produtos com Maior Engajamento
Fundos de investimento, ouro e outros, embora menos frequentes nas publicações, apresentaram desempenho superior ao das ações em engajamento, com médias próximas ou acima de 5 mil interações por publicação. A CMO da Anbima, Amanda Brum, explica que a atenção não está no ativo isolado, mas na forma como ele é contextualizado, gerando uma conexão mais duradoura.
Previdência e Renda Fixa: Conteúdos Mais Conectados
Brum destaca que “mais perfis falando sobre um assunto não significa, necessariamente, mais interesse nos conteúdos produzidos sobre esse tema”. Ela observa que previdência, renda fixa e fundos engajam mais porque estão mais conectados a decisões práticas do cotidiano do investidor.
Esses conteúdos frequentemente abordam temas como proteção de patrimônio, aproveitamento de ciclos de juros e planejamento de longo prazo, criando uma conexão direta com decisões concretas da vida do investidor.
Em contraste, boa parte dos conteúdos sobre ações possui um caráter mais noticioso e conjuntural, focado em leitura de cenário e acompanhamento do mercado. Segundo Brum, quando o conteúdo sai da observação e entra em interpretação aplicada, o comportamento da audiência muda.
Contexto e Interpretação: A Chave do Engajamento
A pesquisa também aponta que o engajamento está menos ligado ao produto em si e mais à capacidade do conteúdo de traduzir complexidade e ajudar o investidor a organizar decisões financeiras. Esse padrão se destaca em publicações sobre fundos e finanças pessoais, onde conteúdos que ajudam a traduzir complexidade performam melhor.
Eles partem de uma dúvida do público e não apenas de um fato do mercado, explicando implicações, comparando caminhos e ajudando a organizar o raciocínio.
A Importância da Combinação de Ativos
Outro ponto identificado pela pesquisa é que os produtos raramente aparecem de forma isolada nas redes. Ações frequentemente surgem associadas a câmbio, ouro e fundos em conteúdos sobre diversificação e posicionamento de carteira. Esse fenômeno, chamado de “concorrência”, sustenta níveis mais altos de interação, com cada produto desempenhando um papel específico – crescimento, proteção ou geração de renda.
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