Fim do 6×1 no Brasil: Lula e PT apostam em mudança para ganhar apoio feminino

Projeto de Lei visa mudar jornada de trabalho no Brasil
O projeto apresentado pelo presidente do PT na terceira feira, dia 14 de abril de 2026, trata do fim da jornada de trabalho 6 por 1. A nova escala de trabalho só será implementada após a sanção da lei. Caso seja aprovado, há possibilidade de entrar em vigor antes das eleições de outubro.
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Tramitação e Prazos no Congresso
Atualmente, o texto tramita em regime constitucional, o que estabelece um prazo de 45 dias em cada Casa do Congresso Nacional para a votação da proposta. Caso contrário, o Legislativo pode paralisar a pauta, impedindo a votação de qualquer outro projeto.
Cronograma de Votação
Considerando que Lula enviou a proposta em 14 de abril, o prazo para a Câmara dos Deputados expira em 30 de maio. Já o Senado Federal terá até 14 de julho para votar o tema.
Se for mantido o trecho que determina a implementação imediata, o Brasil passaria, por lei, a ter a escala 5 por 2 a partir de 15 de julho, caso Lula sancione o projeto no dia anterior.
Estratégia Política e Apoio ao Tema
Há um otimismo no Planalto com uma aprovação antes do Dia do Trabalho, em 1º de maio. Nesta data, Lula fará um pronunciamento nacional reforçando a importância da mudança. O foco principal da mensagem é o eleitorado feminino.
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A relação com esse grupo eleitoral, que votou em Lula em 2022, esfriou. Pesquisas indicaram que, em março, a desaprovação do governo entre mulheres superou a aprovação, com 48% contra 46%.
A Jornada de Trabalho como Ponto Central
Recuperar o apoio desse eleitorado é crucial para a estratégia petista visando outubro, e o fim da jornada 6 por 1 é visto como a principal aposta política para isso. Em um pronunciamento anterior, Lula mencionou a mudança como uma política voltada às mulheres.
“O dia de descanso que uma mulher trabalhadora tem hoje, na escala 6 x 1, nem de descanso é. O tempo que essa trabalhadora deveria ter para descansar é para cuidar da casa, para fazer comida, para lavar louça”, declarou Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência, na terceira feira, 14 de abril, no Palácio do Planalto.
Detalhes da Nova Jornada e Perspectivas Ministeriais
A proposta visa garantir que nenhuma empresa ou trabalhador exceda 40 horas semanais, assegurando direito a dois dias consecutivos de folga, preferencialmente aos sábados e domingos. Atualmente, a jornada é de 44 horas semanais, com apenas um dia de descanso remunerado.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, comentou na quarta-feira, 15 de abril, que a combinação de urgência constitucional e pressão política pode acelerar o avanço no Legislativo. Ele ressaltou, contudo, que o Congresso possui autonomia para definir o ritmo da votação.
Diferenças entre PL e PEC
Luiz Marinho afirmou que o Projeto de Lei (PL) é mais ágil que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), sugerindo que a PEC poderia ser usada posteriormente para consolidar a alteração. Ele também defendeu que a aplicação da nova regra deve ser imediata após a aprovação, e que regras de transição não são definidas pelo Executivo.
O governo considera o projeto de lei como o instrumento mais rápido para uma mudança nas regras trabalhistas. Boulos reforçou que a iniciativa responde a pressões de categorias do comércio e serviços, buscando acelerar o debate no Congresso para evitar a paralisação da pauta.
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