Fim da Guerra no Irã pode reativar fluxo de capital estrangeiro na Bolsa Brasileira?

Fim da guerra no Irã pode reativar fluxo de capital estrangeiro na B3! Especialistas apontam diversificação de investidores e oportunidades em 2026. Saiba mais!

07/04/2026 12:39

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Fim da Guerra no Irã Pode Impulsionar Fluxo de Capital Estrangeiro para a Bolsa Brasileira

Algumas das principais gestoras de ativos do país apontaram nesta terça-feira, 7, que o término do conflito no Irã pode sinalizar uma nova onda de entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira. Segundo Rodrigo Santoro, head de equities da Bram, esse movimento seria impulsionado pela diversificação dos investidores americanos.

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Ele fez essa afirmação durante o painel do 12th Brazil Investment Forum, evento anual realizado pelo Bradesco BBI em São Paulo. Santoro observou que os investidores globais têm direcionado seus recursos para mercados emergentes, aproveitando o enfraquecimento do dólar mundial.

Análise do Fluxo de Investimentos em 2026

Os dados da B3 mostram que, até março de 2026, houve uma entrada líquida de R$ 53,8 bilhões, com os investidores internacionais responsáveis por mais de 60% do volume negociado no período. Em janeiro, o capital estrangeiro superou R$ 25 bilhões, um valor superior ao acumulado de todo o ano anterior.

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Embora o total alocado tenha diminuído em relação ao mês anterior, chegando a um patamar menor que os R$ 15,3 bilhões registrados em fevereiro, os gestores acreditam haver espaço para um aumento nos aportes caso haja uma normalização geopolítica.

Sinais de Desaceleração do Conflito no Oriente Médio

Rodrigo Santoro reforçou que, apesar de uma saída de capital em um mês recente, o fluxo estrangeiro manteve-se significativo. Ele projetou que, com o fim da guerra, esse fluxo deve se intensificar novamente, seguindo a tendência de diversificação.

Para André Caldas, partner e equity portfolio manager da Springs Capital, o ponto mais positivo observado nas últimas semanas foi o Irã começar a sinalizar caminhos para o encerramento do conflito. Isso sugere que o país está sendo afetado pelo desgaste.

Perspectivas de Curto Prazo e Atratividade da Bolsa

Caldas detalhou que, enquanto no início do conflito os ataques à infraestrutura, especialmente ao setor de petróleo, eram esperados, o Irã passou a indicar o que seria necessário para um acordo na semana passada. Além disso, a negociação direta entre Estados Unidos e Irã, diminuindo o papel de Israel, reforça a ideia de um conflito de curta duração.

Apesar disso, os gestores avaliam que o impacto do conflito tende a ser passageiro. Sara Delfim, sócia da Dahlia Capital, apontou que o valuation da bolsa ainda está atrativo, citando a combinação de juros elevados, a expectativa de cortes e um dólar mais fraco como um motor poderoso para o mercado brasileiro.

Diferenciais entre Investidores Locais e Estrangeiros

O principal motor do mercado acionário brasileiro, no curto e médio prazo, deve continuar sendo o investidor estrangeiro. Isso ocorre porque o capital internacional não está restrito ao nível de juros local, aproveitando os ativos mais baratos.

André Lion, partner and portfolio manager da Ibiuna Investimentos, ressaltou que o investidor doméstico permanece mais focado na renda fixa, atraído pelos juros reais altos. Por outro lado, o capital internacional tem sustentado o fluxo positivo para a bolsa em 2026.

Conclusão: O Fator Geopolítico e o Mercado de Capitais

O diferencial de juros e a avaliação dos ativos continuam sendo centrais na tese de investimento para o Brasil. O fluxo de capital externo é visto como crucial para sustentar o mercado, enquanto o cenário geopolítico, especialmente o desfecho do conflito no Irã, é o principal fator de risco no curto prazo.

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