Feminicídio Choca SP: Aumento Alarmante e Suspeita Contra Militar em 2026

Aumento Alarmante de Feminicídios no Estado de São Paulo em 2026
O Estado de São Paulo registrou um número preocupante de feminicídios no primeiro trimestre de 2026, atingindo 86 casos. Esse dado representa um aumento de 41% em comparação com o período correspondente de 2025, quando foram contabilizados 61 casos.
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A informação foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, que detalhou os números do trimestre, com 27, 29 e 30 casos em janeiro, fevereiro e março, respectivamente.
Comparativo com Anos Anteriores
O aumento nos feminicídios também se estendeu ao ano de 2024, com um total de 75 casos registrados. Essa tendência alarmante contrasta com a queda observada em outros indicadores criminais no estado. Os homicídios dolosos diminuíram de 660 para 632 casos, enquanto os latrocínios, roubos seguidos de morte, reduziram-se de 38 para 19 ocorrências.
Os crimes patrimoniais também apresentaram uma queda significativa, com os roubos diminuindo de mais de 45.000 para 36.514 registros entre janeiro e março.
Outros Crimes e Estupros
Os furtos também tiveram uma redução, passando de cerca de 140 mil para 132 mil ocorrências. No que tange aos estupros, o Estado registrou 3.852 casos no primeiro trimestre de 2026, com um número praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, que contabilizou 3.862 ocorrências.
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A capital paulista, no entanto, apresentou um aumento de 1,6% nos casos de estupro, elevando-se de 815 para 828.
Caso da Cabo Gisele Alves Santana
Um dos feminicídios registrados foi o da cabo da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, assassinada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro de 2026, em seu apartamento no bairro do Brás, região central de São Paulo. Seu marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, é o principal suspeito do crime e nega envolvimento, alegando que a vítima cometeu suicídio.
A investigação, contudo, questiona essa versão.
Resposta da SSP-SP e Ações do Governo
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) informou que monitora os indicadores criminais de forma contínua e que o combate à violência contra a mulher é uma prioridade do governo estadual. A secretaria detalhou a ampliação da rede de proteção, com 144 Delegacias de Defesa da Mulher e 173 Salas DDM, além do reforço do atendimento com mais de 650 policiais.
O governo também anunciou o Plano de Metas Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, atendimento itinerante, o programa SP Por Todas e um acordo de cooperação com o Tribunal de Justiça de São Paulo para ampliar o monitoramento eletrônico de agressores.
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