Família de Vítimas do Massacre no Canadá Processa OpenAI e Sam Altman

Famílias de vítimas do massacre em Tumbler Ridge processam OpenAI! 💔 Detalhes chocantes sobre negligência da empresa e a omissão de alertas cruciais. Saiba mais

29/04/2026 17:56

3 min

Família de Vítimas do Massacre no Canadá Processa OpenAI e Sam Altman
(Imagem de reprodução da internet).

Família de Vítimas do Massacre no Canadá Processa OpenAI e CEO

Em uma medida judicial significativa, familiares das vítimas de um dos mais letais massacres do Canadá entraram com um processo contra a OpenAI e seu CEO, Sam Altman, em um tribunal dos EUA nesta quarta-feira (29). A ação legal alega que a empresa de inteligência artificial tinha conhecimento, oito meses antes do ataque, dos planos do atirador, que foram delineados em um chatbot da OpenAI, mas não comunicou essa informação às autoridades policiais.

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As sete ações judiciais, apresentadas em um tribunal federal em São Francisco, acusam os líderes da OpenAI de negligência ao não alertar as forças policiais sobre a ameaça iminente. A alegação central é que a omissão da empresa teria evitado o massacre ocorrido em Tumbler Ridge, Colúmbia Britânica, em fevereiro de 2025, e, crucialmente, protegido a empresa de possíveis implicações em sua futura oferta pública de ações, que na época alcançava quase US$ 1 trilhão.

Detalhes do Incidente e Resposta da OpenAI

O ataque em Tumbler Ridge, Colúmbia Britânica, resultou na morte de seis pessoas, incluindo uma auxiliar de educação e cinco alunos de 12 a 13 anos, além do próprio atirador, Jesse Van Rootselaar, que cometeu suicídio logo após o ataque. A família da vítima, o marido da auxiliar de educação, os pais de um menino de 13 anos e a família de uma menina de 12 anos que sobreviveu com graves lesões cerebrais, são os principais autores da ação judicial.

Sinais de Alerta Ignorados

As investigações revelaram que sistemas automatizados da OpenAI sinalizaram conversas nas quais o atirador descrevia cenários de violência armada em junho de 2025. A equipe de segurança da empresa recomendou o contato com a polícia, considerando a ameaça crível e iminente.

No entanto, a liderança da OpenAI ignorou essas recomendações, e a polícia nunca foi acionada.

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Ações da OpenAI Após a Divulgação

Após a publicação de um artigo do jornal americano Wall Street Journal sobre as discussões internas da empresa, a OpenAI afirmou que a conta do atirador foi desativada, mas ele conseguiu criar uma nova conta e continuar usando a plataforma para planejar seu ataque.

A empresa justificou sua decisão de não denunciar as conversas às autoridades policiais, alegando que os sistemas identificaram “usos indevidos de nossos modelos para promover atividades violentas”, mas que os problemas não atendiam aos seus critérios internos para denúncia.

Novas Ações Judiciais e Perspectivas Futuras

Jay Edelson, advogado que representa os demandantes nos EUA, planeja entrar com mais 20 ações judiciais nas próximas semanas, em nome de outras pessoas afetadas pelo massacre. A OpenAI negou as acusações, argumentando que o atirador tinha um longo histórico de doença mental.

Evan Solomon, ministro canadense responsável pela IA, afirmou que está examinando opções para regulamentar chatbots de IA e que tem trabalhado com a OpenAI para analisar seus protocolos de segurança.

Os processos buscam indenizações por danos não especificados e uma ordem judicial que obrigue a OpenAI a reformular suas práticas de segurança, incluindo protocolos obrigatórios de encaminhamento às autoridades policiais. O escritório de advocacia Rice Parsons Leoni & Elliott, com sede em Vancouver, que representa os demandantes no Canadá, optou por prosseguir com os casos na Califórnia, em parte, devido às limitações de indenização por danos morais no Canadá.

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