Fachin Bloqueia CPI e Defende STF Contra Pressões em Caso Toffoli-Maridt

Fachin bloqueia CPI e defende STF contra Gilmar Mendes! Suspensão de liminar é vetada: STF se posiciona no caso Toffoli e Maridt.

28/03/2026 17:24

2 min

Fachin Bloqueia CPI e Defende STF Contra Pressões em Caso Toffoli-Maridt
(Imagem de reprodução da internet).

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado para suspender a decisão do ministro Gilmar Mendes. A decisão, tomada no início do mês, havia determinado a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações, empresa com ligação com o ministro Dias Toffoli.

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A CPI buscava reverter a liminar, mas Fachin argumentou que a suspensão de liminares não é adequada para revisar decisões individuais de ministros do próprio STF.

Entendimento Consolidado do STF

Fachin ressaltou que o Supremo possui um entendimento consolidado sobre o assunto, impedindo o uso de mecanismos jurídicos para revisar decisões monocráticas de seus integrantes. Ele enfatizou que não existe hierarquia entre os ministros, o que significa que a Presidência da Corte não pode atuar como instância revisora de decisões individuais.

O ministro afirmou que essa atuação restrita se limita a situações específicas, como afrontas a decisões colegiadas.

Alegações da CPI e Argumentos do STF

A CPI do Crime Organizado sustentou que a decisão de Gilmar Mendes causou “grave lesão à ordem pública” ao interferir na competência investigativa do Legislativo. A comissão alegou que o uso de habeas corpus seria inadequado, pois não haveria ameaça à liberdade de locomoção, mas apenas medidas de natureza patrimonial e informacional.

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O STF, por sua vez, defendeu a manutenção do entendimento consolidado sobre a revisão de decisões monocráticas.

Envolvimento de Toffoli e Maridt Participações

O ministro Dias Toffoli admitiu, no mês passado, ser sócio da Maridt Participações, empresa que vendeu uma participação no resort Tayayá, no Paraná, para um fundo do cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Toffoli declarou que informou à Receita Federal os valores recebidos na negociação e assegurou que nunca recebeu valores de Daniel Vorcaro ou de seu cunhado Fabiano Zettel.

A empresa de Toffoli administrava o resort até fevereiro de 2025.

Reação da CPI e Perspectivas Futuras

Após a decisão de Fachin, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), expressou seu descontentamento, afirmando que a medida limita o avanço das investigações e impacta os poderes investigativos da comissão. A CPI informou que irá recorrer e aguarda que o Plenário do STF restabeleça os poderes investigativos da comissão.

A Comissão também informou que, no âmbito do pedido de redistribuição do caso, confia que o desvirtuamento do sistema de distribuição será devidamente corrigido.

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