Executivos Brasileiros perdem confiança e alertam sobre demanda fraca em 2026

Executivos brasileiros mostram sinais de alerta! iCFO registra queda histórica e causa preocupação no mercado financeiro. Saiba mais!

21/05/2026 18:00

3 min

Executivos Brasileiros perdem confiança e alertam sobre demanda fraca em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Executivos Brasileiros Mostram Cautela no Início de 2026

O início de 2026 para os executivos financeiros brasileiros foi marcado por uma postura mais reservada. O Índice de Confiança do CFO (iCFO), um levantamento trimestral conduzido pela Saint Paul Escola de Negócios em parceria com o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (IBEF-SP), registrou uma queda significativa para 123,1 pontos no primeiro trimestre do ano – o menor patamar do indicador desde o quarto trimestre de 2020, período ainda impactado pela pandemia.

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Essa queda sinaliza uma mudança no cenário econômico.

Apesar de o índice ainda se manter em um nível otimista, considerando uma escala que vai de 20 a 180, com 100 representando a neutralidade, a redução de 3,4 pontos em relação ao trimestre anterior e o recuo para um patamar não visto há mais de cinco anos, geram preocupação.

O iCFO é um termômetro crucial, captando as expectativas dos diretores financeiros para os 12 meses seguintes, analisando três frentes: a macroeconomia, o setor de atuação da empresa e a própria organização. Essa ferramenta permite entender o humor de quem toma as decisões de investimento.

Componentes do Índice Revelam Desânimo Difuso

A queda no iCFO não se concentrou em um único aspecto. Os três componentes do índice – macroeconomia, setor de atuação e a própria empresa – cederam na comparação trimestral. O componente macroeconômico caiu 3 pontos percentuais, atingindo 117,5 pontos, enquanto o índice setorial recuou 2,6 pontos, para 126,9.

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O componente referente à própria empresa apresentou a queda mais acentuada, diminuindo 4,5 pontos percentuais e encerrando o trimestre em 124,9. Esse último número é particularmente revelador, pois reflete a confiança que os executivos depositam no seu próprio negócio.

Cautela e Preocupações com a Demanda

A desconfiança dos CFOs se manifesta na ordem das preocupações. A demanda do mercado interno emergiu como a principal inquietação, mencionada por 12,7% dos respondentes. Em seguida, a atração e retenção de talentos foi citada por 11,9%, seguida de perto por competitividade (10,3%).

Juros e câmbio, fatores frequentemente mencionados no discurso empresarial brasileiro, ocupam posições intermediárias, com 7,1% e 5,6% das menções, respectivamente. A inflação, por outro lado, foi lembrada por apenas 2,4% dos respondentes. Isso indica que o foco do CFO em 2026 não está tanto nos custos do dinheiro ou na variação de preços, mas sim na capacidade de encontrar compradores para seus produtos e serviços, e no impacto da carga tributária em suas operações.

Investimento em Tecnologia e a Inteligência Artificial

Apesar da cautela, os CFOs mantiveram a tecnologia como prioridade em seus planos de investimento. 30% dos respondentes planejam investir em TI, um número que se mantém elevado desde o início do levantamento em 2016. A ampliação da capacidade instalada é a segunda maior prioridade, com 27%, seguida por novas linhas de negócio (12,3%) e pesquisa e desenvolvimento (9,8%).

Essa tendência reflete a busca por eficiência e modernização em um cenário de incerteza. No entanto, o relatório expõe um contraste importante: apesar da relevância da tecnologia no debate corporativo, a fatia do orçamento que os CFOs destinam a ela ainda é modesta.

Apenas 31% planejam dedicar metade ou mais do orçamento de TI a soluções de inteligência artificial e big data.

Conclusão: Vigilância e Adaptação

As projeções dos CFOs para os indicadores econômicos, com um crescimento de 2,0% do PIB previsto para 2026, explicam a retração do otimismo. O iCFO, embora ainda acima da neutralidade, indica que os executivos financeiros entraram no ano em modo de vigilância – dispostos a investir, mas sem pressa e com um olhar atento à demanda.

A queda ao menor nível em mais de cinco anos serve como um alerta, indicando que o CFO está adaptando suas estratégias para um ambiente econômico mais incerto, priorizando a cautela e a eficiência em suas decisões.

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