Ex-Presidente do BRB Busca Delação Premiada Após Suspeitas de Propina

Ex-presidente do BRB busca delação premiada! Luiz Costa manifesta interesse em acordos com o governo e pede transferência da Papuda. Detenção é alvo de

28/04/2026 13:17

2 min

Ex-Presidente do BRB Busca Delação Premiada Após Suspeitas de Propina
(Imagem de reprodução da internet).

Ex-Presidente do BRB Manifesta Interesse em Delação Premiada

Na segunda-feira, 27 de abril de 2026, a defesa do ex-presidente do Banco Brasileiro de Desenvolvimento (BRB), Luiz Costa, comunicou formalmente ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele demonstrava interesse em iniciar um processo de delação premiada.

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A comunicação veio acompanhada de uma solicitação de transferência do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF), onde Costa se encontrava detido desde 16 de abril.

A equipe jurídica de Costa, liderada pelos advogados Eugênio Aragão e Davi Tangerino, realizou uma reunião com o ministro Mendonça em 22 de abril. Essa mudança na equipe de defesa já sinalizava uma estratégia para buscar um acordo de delação, similar ao que outros envolvidos na operação estavam considerando.

A substituição do criminalista Cleber Lopes por Aragão e Tangerino reforçou a intenção de Costa de iniciar negociações com as autoridades.

Investigações e Suspeitas de Propina

O caso está intrinsecamente ligado à operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de que Costa e outros executivos do BRB teriam negociado a venda de propina no valor de R$ 146 milhões para o empresário Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

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De acordo com a Polícia Federal, R$ 74 milhões teriam sido efetivamente pagos.

As prisões de Costa e outros envolvidos foram realizadas na quarta fase da operação, sob a supervisão do ministro Mendonça. A Segunda Turma do STF manteve a prisão preventiva de Costa em 24 de abril, por decisão unânime. A investigação aponta que os pagamentos de propina eram realizados através de um esquema complexo, mas a Polícia Federal interrompeu os pagamentos após identificar um procedimento investigatório sigiloso do Ministério Público Federal em abril de 2025.

Desdobramentos da Investigação

As apurações revelaram que, ao tomar conhecimento das investigações, o empresário Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão ordenou que o advogado Daniel Monteiro “travasse tudo”, bloqueando os pagamentos e a formalização das transações. A informação foi divulgada por policiais envolvidos na operação.

Segundo as investigações, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, foi responsável por encaminhar as informações sigilosas a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, em 24 de junho de 2025. A dinâmica da investigação continua em andamento, com o Ministério Público Federal buscando evidências adicionais para fortalecer o caso.

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