Ex-mafioso italiano denuncia pacto chocante entre PCC e máfia italiana no tráfico de cocaína

Delação chocante expõe pacto entre PCC e máfia italiana no tráfico de cocaína! Ex-mafioso revela teia criminosa com a ‘Ndrangheta e a ‘Nitras. Saiba mais!

10/05/2026 09:35

3 min

Ex-mafioso italiano denuncia pacto chocante entre PCC e máfia italiana no tráfico de cocaína
(Imagem de reprodução da internet).

Delação Chocante Revela Pacto entre PCC e Máfia Italiana no Tráfico de Drogas

O ex-mafioso italiano Vincenzo Pasquino forneceu detalhes surpreendentes em seu depoimento, revelando um acordo entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a máfia italiana para o financiamento do tráfico de cocaína para a Europa. A informação foi divulgada pelo jornalista Marcelo Godoy, expondo uma complexa teia de colaboração entre facções criminosas em diferentes países.

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Pasquino, que já havia sido preso em maio de 2021 em João Pessoa (PB) e posteriormente extraditado em março de 2024, decidiu colaborar com a Justiça após sentir-se traído por pessoas em quem confiava. Sua delação, iniciada em novembro de 2023, detalha como o PCC expandiu suas operações para o tráfico internacional, atuando em conjunto com a ‘Ndrangheta, uma das maiores e mais antigas famílias mafiosas da Itália.

Encontros Estratégicos e Consórcio Criminal

Em seu depoimento, Pasquino relatou encontros frequentes em São Paulo com integrantes do PCC para formalizar um consórcio com outras máfias italianas. Ele descreve como membros da ‘Ndrangheta o utilizavam como intermediário, mantendo contato direto com o PCC. Entre as famílias envolvidas, destacam-se os Nirtas, da região de San Luca na Calábria, e o grupo de Turim da ‘Ndrangheta, que estabelecia os contatos cruciais com os criminosos e os portos brasileiros.

Em 2018, diversos mafiosos italianos viajaram ao Brasil para consolidar essa parceria, culminando em um acordo para o transporte de cocaína do PCC para o porto de Gioia Tauro, na Calábria. A droga, inicialmente vendida a 5.000 euros por quilo, atingia os 7.500 euros no momento da saída, devido aos custos operacionais nos portos.

O PCC garantia um preço mínimo de 23.000 a 25.000 euros para a venda na Itália.

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Técnicas de Transporte e Envolvimento da ‘Ndrangheta

Pasquino revelou que se juntou à ‘Ndrangheta em 2011 e, em 2017, foi convidado a organizar uma rota de tráfico utilizando veleiros que partiam de Amsterdã com ecstasy e retornavam com cocaína. Ele foi responsável pelo primeiro envio de entorpecentes de Santos (SP) para a Itália, utilizando uma técnica inovadora: esconder a cocaína sob as quilas dos navios, através de mergulhadores colombianos que ele trouxe ao Brasil.

“Fui o primeiro a usar a técnica de esconder cocaína embaixo da quilha dos navios, por meio de mergulhadores colombianos. Três, precisamente, que eu trouxe ao Brasil, que escondiam a mercadoria atrás das grades das entradas d’água”, afirmou em seu depoimento.

A cocaína era distribuída principalmente na Sicília e na região norte da Itália, sendo vendida pelo PCC a 5.000 euros o quilo, que se tornavam 7.500 euros no preço de saída.

Pasquino foi condenado a 10 anos de prisão em decorrência de suas atividades criminosas.

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