Evoy: Como Marcelo Lucindo vai bater R$ 1 bilhão em vendas até 2029?

Estratégia de Crescimento da Evoy: De Vendas de Porta em Porta a Metas Bilionárias
Marcelo Lucindo iniciou sua trajetória vendendo consórcios de porta em porta aos 19 anos, em um mercado que ainda buscava consolidar sua credibilidade. Ele relembra que, na época, o consórcio era um produto em processo de aceitação no público.
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Mais de duas décadas após começar, Lucindo busca inverter essa trajetória, tirando o setor da zona de conforto. A Evoy, autorizada pelo Banco Central em 2021, está entrando em uma nova fase de expansão.
Investimento e Ambição de Mercado
Com um aporte de R$ 28 milhões, a empresa visa ganhar escala e profissionalizar suas operações para competir com grandes instituições financeiras. A meta estabelecida é ambiciosa: alcançar R$ 1 bilhão em vendas mensais até 2029, o que representa R$ 12 bilhões em vendas anuais.
As Raízes do Negócio
Antes de gerenciar uma operação que movimenta bilhões, Lucindo construiu sua experiência em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo. Aos 19 anos, no início dos anos 2000, ele abordava clientes oferecendo o produto, que ainda precisava de confiança no mercado.
Vindo de um contexto familiar modesto e sem experiência empresarial formal, ele aprendeu na prática todos os aspectos do negócio, desde a abordagem inicial até o fechamento da venda. Foi esse contato direto, lidando com objeções e entendendo o consumidor, que moldou o conhecimento que formaria a própria Evoy.
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Estruturando o Crescimento da Evoy
Atualmente, a Evoy projeta fechar 2026 com um faturamento de R$ 3 bilhões. Até agora, o crescimento foi impulsionado majoritariamente por representantes e parceiros, um modelo comum no setor.
Para atingir a meta de 2029, o foco agora é assumir o controle total da operação. O movimento central é a criação de um canal de vendas próprio, instalado em um prédio de mais de 2.400 metros quadrados em Mogi das Cruzes.
O Novo Polo Comercial e a Profissionalização
Este novo espaço funcionará como um laboratório comercial, com capacidade para até 800 colaboradores. A expectativa é que esta operação própria gere sozinha até R$ 500 milhões por mês, totalizando R$ 6 bilhões anuais até 2027.
“O canal próprio é onde construímos nosso padrão. É onde testamos, aprendemos e evoluímos”, explica o fundador. A partir deste núcleo, a estratégia será escalar o modelo para outros canais, como franquias, parceiros e o ambiente digital.
Reforço na Gestão e Processos
Outro pilar fundamental é a profissionalização da gestão. A empresa está montando uma diretoria composta por executivos experientes vindos do mercado financeiro, um investimento que deve consumir cerca de R$ 10 milhões nos próximos anos.
O objetivo é acelerar um processo que, segundo Lucindo, levaria muito mais tempo de maneira orgânica. “Estou trazendo pessoas com experiência em distribuição de produtos financeiros. É um canal difícil de construir, e eles já chegam com esse know-how”, afirma.
Análise do Mercado e Tecnologia
A aposta da Evoy reflete o ciclo de crescimento acelerado do setor de consórcios no Brasil, estimulado principalmente pelos juros elevados. Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) indicam que o país já ultrapassa os 12 milhões de participantes ativos, mostrando crescimento constante após a pandemia.
O modelo, que permite a compra coletiva sem cobrança de juros, tem se estabelecido como uma alternativa viável ao crédito tradicional. Lucindo aponta que há uma mudança cultural: “O brasileiro está começando a perceber que planejamento financeiro é a chave.
O consórcio é uma compra coletiva, mais acessível e sustentável”.
Estratégia Multicanal e IA
Um eixo central da estratégia envolve o investimento em tecnologia, especialmente o uso de inteligência artificial. A empresa desenvolve ferramentas tanto para os clientes quanto para a equipe interna, visando melhorar o atendimento, a conversão e o treinamento.
Lucindo ressalta que o consórcio ainda demanda muita educação financeira. “O cliente não compra sozinho, ele precisa entender o produto”. Essa necessidade explica a escolha por um modelo híbrido, que combina presença física, atendimento humano e o ambiente digital.
É pela combinação da operação própria, a dos parceiros e os canais digitais que a Evoy projeta atingir os R$ 12 bilhões em vendas anuais até 2029, apoiada em uma estratégia multicanal e investimentos totais de R$ 27,8 milhões no período, sem contar os custos operacionais. “Eu sempre quis mais velocidade e autonomia.
Foi isso que me fez criar a Evoy”, conclui o CEO.
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