Estupro Coletivo Chocante: Polícia Civil Investiga Redes Sociais e Suspeitos em SP e Bahia

A Polícia Civil de São Paulo intensificou as investigações sobre o grave crime de estupro coletivo envolvendo crianças de 7 e 10 anos, ocorrido em São Miguel Paulista, na zona leste da capital. Até o momento, foram identificados 88 perfis nas redes sociais que compartilharam o vídeo chocante da agressão.
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A polícia continua a coletar dados nas plataformas digitais, buscando identificar outras páginas que promoveram a divulgação das cenas de violência sexual.
Suspeito Detido na Bahia
O principal suspeito, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi localizado e preso na sexta-feira (1º) pela Guarda Civil Municipal no distrito de Serrana, em Brejões, na Bahia. Após ser transferido para São Paulo, ele passou por interrogatório pela Polícia Civil do estado.
Ele enfrenta acusações graves, incluindo divulgação de pornografia infantil, corrupção de menores e estupro de vulnerável.
Testemunhos e Minimizações
Durante o interrogatório, os investigados tentaram minimizar a gravidade do crime, classificando-o como “zoeira”. O delegado Júlio Geraldo criticou a postura, afirmando que “não é concebível qualquer espécie de brincadeira que cause tamanho sofrimento às vítimas”.
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Ele ressaltou que as vítimas confiavam nos autores do crime.
Outros Suspeitos Apreendidos
A investigação revelou que outros quatro adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, também estavam envolvidos no estupro. Um deles foi capturado em Jundiaí, enquanto os demais foram detidos na capital paulista. No total, cinco suspeitos foram identificados, incluindo o homem de 21 anos e os quatro adolescentes.
Vítimas em Proteção e Acolhimento
As vítimas do crime receberam apoio do poder público. A criança de 10 anos e sua mãe foram encaminhadas para a Vila Reencontro Guaianases, um projeto de atendimento social da prefeitura de São Paulo. A criança de 7 anos, sua mãe e seus dois irmãos foram acolhidos pelo pai das crianças, que reside em Itaquaquecetuba.
A polícia continua a monitorar a situação das vítimas e de suas famílias.
O Secretário Executivo da Segurança Pública de São Paulo classificou o caso como uma “cena terrível e inesquecível”, expressando sua dificuldade em assistir às imagens até o fim.
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