Estudantes da USP são removidos da Reitoria em Operação Policial Violenta

Estudantes da USP invadem reitoria e são removidos pela PM! Operação chocante ocorre em SP e expulsa manifestantes. Saiba mais.

10/05/2026 10:06

3 min

Estudantes da USP são removidos da Reitoria em Operação Policial Violenta
(Imagem de reprodução da internet).

Estudantes da USP são removidos da Reitoria Após Greve de Protesto

Em uma operação realizada neste domingo (10), a Polícia Militar removeu os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) que ocupavam o prédio da reitoria desde a invasão ocorrida no dia 7. A ação, que teve início em abril, foi resultado de uma greve de protesto. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), quatro estudantes foram presos durante a operação.

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Relatos de estudantes presentes no local indicam que a ação policial começou por volta das 4h15, com o uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, resultando em ferimentos entre os manifestantes. Policiais utilizaram escudos e cassetetes para desocupar o prédio, e a cena se tornou ainda mais tensa com a formação de um “corredor polonês”, onde os estudantes eram obrigados a passar entre as fileiras policiais que os atingiam com cassetetes.

Repercussão e Críticas

A corporação militar informou que buscará emitir uma nota oficial sobre a ocorrência. Até o momento, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo não forneceu nenhuma resposta. Quatro estudantes foram detidos e encaminhados para o 7º Distrito Policial, conforme informações dos manifestantes. Os nomes dos alunos e seus cursos ainda não foram divulgados.

O DCE emitiu um comunicado forte, denunciando a ação como um “violentíssimo expurgo” dos estudantes que lutavam por melhores condições. O comunicado também criticou a atuação do reitor Aluísio Segurado e de seu chefe de gabinete, Edmilson Dias de Freitas, acusando-os de ignorar as reivindicações dos estudantes e de reprimirem os manifestantes. A ação ocorreu no Dia das Mães, segundo o DCE.

Greve e Demandas Estudantis

Entre 150 e 200 estudantes participaram da greve, revezando-se em diferentes turnos e organizando atividades como divisão de tarefas, agenda cultural e limpeza do espaço. A paralisação foi aprovada em 14 de abril, inicialmente em apoio a uma greve de servidores que protestavam contra uma gratificação anunciada pela universidade. Após negociações, os servidores conseguiram avanços salariais, enquanto os estudantes mantiveram a greve.

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A principal demanda dos estudantes é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), que oferece auxílio financeiro entre R$ 335 e R$ 885. A proposta da reitoria, que baseia o reajuste no índice IPC-FIPE, elevaria o auxílio integral para R$ 912 e o parcial para estudantes com moradia estudantil para R$ 340. No entanto, os estudantes defendem um reajuste para R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista, uma reivindicação antiga.

“Faz mais de um ano que os estudantes estabeleceram que uma de suas pautas principais em relação às bolsas estudantis está ligada ao aumento para um salário mínimo”, afirmou Dany Oliveira, estudante de Artes Cênicas. A reitoria realizou três rodadas de negociação, mas rejeitou a proposta dos estudantes, encerrando unilateralmente as conversas.

Além das questões financeiras, os estudantes também criticam problemas estruturais da universidade, como a gestão do restaurante universitário (“bandejão”), a moradia estudantil e a situação do Hospital Universitário (HU), que, segundo manifestantes, perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.

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