Estudantes da USP Ocupam Reitoria em Protesto por Reajuste Urgente!

Estudantes Ocupam Reitoria da USP em Busca de Reajuste de Auxílio
Em um cenário que se repete, estudantes da Universidade de São Paulo (USP) mantiveram o prédio da reitoria ocupado, marcando o segundo dia consecutivo da manifestação. A ação, iniciada na quinta-feira (7.mai.2026), ocorre em resposta à postura da administração universitária e à falta de negociações sobre as pautas estudantis.
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O principal ponto em discussão é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), destinado a alunos em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
A situação se intensificou após a decisão da reitoria de cortar água e luz no local, buscando dificultar a permanência dos estudantes. Apesar da medida, os manifestantes se mantêm firmes, contando com o apoio de sindicatos, centros acadêmicos e docentes da universidade, que fornecem alimentos e água.
A organização dos alunos é notável, com a instalação de tendas, caixas de som e comitês de limpeza, demonstrando a força da mobilização.
Reivindicações Estudantis e Propostas da Reitoria
Os estudantes reivindicam um aumento no valor do auxílio, elevando-o para R$ 1.804, equivalente ao salário mínimo paulista, argumentando que os valores atuais não cobrem os custos de permanência na universidade. A reitoria, por sua vez, ofereceu um aumento de R$ 27 no auxílio integral e R$ 5 no parcial, justificando a proposta pelas “possibilidades orçamentárias da universidade”.
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O reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado, no entanto, rejeitou a alegação de que a demanda dos estudantes mudou.
Outras Demandas e Impasses nas Negociações
Além do PAPFE, os alunos também cobram mudanças nas regras de uso dos espaços acadêmicos, a criação de cotas trans e de vestibular indígena. A reitoria revogou uma minuta sobre o uso dos espaços após a ampliação da greve estudantil. Problemas na infraestrutura da universidade, como a presença de larvas e baratas no restaurante universitário, e a contratação de professores também são demandas importantes.
A impasses nas negociações persiste, com o reitor afirmando que não reconhece erro na condução das negociações que levaram à invasão do prédio.
Contexto da Greve e Reações
A greve estudantil se alinha à paralisação de funcionários técnicos e administrativos da USP, que durou 10 dias e foi encerrada em abril de 2026. A situação se originou com a criação da GACE (Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas) pela reitoria, bônus destinado a professores por atividades adicionais.
A negociação resultou em um acordo, mas a falta de diálogo com os estudantes sobre suas pautas contribuiu para a retomada da greve.
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