Estudantes da USP invadem reitoria em protesto por reajuste de auxílio!

Estudantes da USP invadem reitoria em protesto! Alunos exigem reajuste urgente de auxílio e enfrentam resistência da universidade. Saiba mais!

09/05/2026 16:40

3 min

Estudantes da USP invadem reitoria em protesto por reajuste de auxílio!
(Imagem de reprodução da internet).

Estudantes Ocupam Reitoria da USP em Busca de Reajuste de Auxílio

Na manhã de sábado, 9 de maio de 2026, estudantes da Universidade de São Paulo (USP) mantiveram o segundo dia consecutivo de ocupação do prédio da reitoria, em um protesto que se intensificou após o corte de água e luz no local. A mobilização, iniciada na quinta-feira, 7 de maio, busca pressionar o reitor, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, a retomar as negociações sobre o Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE).

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A principal demanda dos alunos é o aumento do valor do auxílio, atualmente fixado em R$ 335 para estudantes com vaga em moradia estudantil e R$ 885 para aqueles que dependem de apoio financeiro integral.

Os estudantes argumentam que esses valores são insuficientes para cobrir os custos de permanência na universidade, especialmente considerando que o valor equivale ao salário mínimo paulista (R$ 1.804). A mobilização conta com o apoio de sindicatos de funcionários, centros acadêmicos e docentes, que fornecem alimentos e água aos manifestantes.

A situação se tornou tensa com a invasão do prédio pela faculdade, que classificou o ato como “escalada da violência”. A universidade também se posicionou contra a invasão.

Reivindicações e Contrapropostas

A reitoria ofereceu um aumento de R$ 27 no auxílio integral e R$ 5 no parcial, mas os estudantes rejeitam a proposta, considerando-a insuficiente. Além do aumento do auxílio, os alunos reivindicam mudanças nas regras de uso dos espaços acadêmicos, a criação de cotas trans e de vestibular indígena, e melhorias na infraestrutura da universidade, incluindo a resolução de problemas no restaurante universitário, como a presença de pragas.

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Reitor Defende Posicionamento

O reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado defende que a proposta apresentada na última reunião com os estudantes em 30 de abril já era a final, considerando as “possibilidades orçamentárias da universidade”. Ele criticou o que chamou de “outra agenda, externa à universidade”, mencionando o uso de símbolos em camisas e bandeiras de partidos políticos e a convocação de um ato contra o governador republicano.

Os estudantes negam qualquer associação partidária, argumentando que o debate político está presente, mas não está ligado organicamente a um partido específico.

Contexto da Greve

A greve estudantil se segue à paralisação de funcionários técnicos e administrativos da USP, que durou 10 dias após acordo com a reitoria. A mobilização foi desencadeada pela criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (GACE) pela reitoria, bônus destinado a professores por atividades adicionais.

No entanto, a negociação não resultou em um destrave, e o reitor argumenta que a negociação só termina com o atendimento total de todas as demandas.

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