Estudantes da USP invadem reitoria em protesto por reajuste de auxílio!

Estudantes Ocupam Reitoria da USP em Busca de Reajuste de Auxílio
Na manhã de sábado, 9 de maio de 2026, estudantes da Universidade de São Paulo (USP) mantiveram o segundo dia consecutivo de ocupação do prédio da reitoria, em um protesto que se intensificou após o corte de água e luz no local. A mobilização, iniciada na quinta-feira, 7 de maio, busca pressionar o reitor, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, a retomar as negociações sobre o Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A principal demanda dos alunos é o aumento do valor do auxílio, atualmente fixado em R$ 335 para estudantes com vaga em moradia estudantil e R$ 885 para aqueles que dependem de apoio financeiro integral.
Os estudantes argumentam que esses valores são insuficientes para cobrir os custos de permanência na universidade, especialmente considerando que o valor equivale ao salário mínimo paulista (R$ 1.804). A mobilização conta com o apoio de sindicatos de funcionários, centros acadêmicos e docentes, que fornecem alimentos e água aos manifestantes.
A situação se tornou tensa com a invasão do prédio pela faculdade, que classificou o ato como “escalada da violência”. A universidade também se posicionou contra a invasão.
Reivindicações e Contrapropostas
A reitoria ofereceu um aumento de R$ 27 no auxílio integral e R$ 5 no parcial, mas os estudantes rejeitam a proposta, considerando-a insuficiente. Além do aumento do auxílio, os alunos reivindicam mudanças nas regras de uso dos espaços acadêmicos, a criação de cotas trans e de vestibular indígena, e melhorias na infraestrutura da universidade, incluindo a resolução de problemas no restaurante universitário, como a presença de pragas.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Reitor Defende Posicionamento
O reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado defende que a proposta apresentada na última reunião com os estudantes em 30 de abril já era a final, considerando as “possibilidades orçamentárias da universidade”. Ele criticou o que chamou de “outra agenda, externa à universidade”, mencionando o uso de símbolos em camisas e bandeiras de partidos políticos e a convocação de um ato contra o governador republicano.
Os estudantes negam qualquer associação partidária, argumentando que o debate político está presente, mas não está ligado organicamente a um partido específico.
Contexto da Greve
A greve estudantil se segue à paralisação de funcionários técnicos e administrativos da USP, que durou 10 dias após acordo com a reitoria. A mobilização foi desencadeada pela criação da Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (GACE) pela reitoria, bônus destinado a professores por atividades adicionais.
No entanto, a negociação não resultou em um destrave, e o reitor argumenta que a negociação só termina com o atendimento total de todas as demandas.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


