Estudantes da USP invadem reitoria em protesto e criam impasse nas negociações

Estudantes da USP Ocupam Reitoria em Protesto Contra Fim das Negociações
Institutos e faculdades da Universidade de São Paulo divulgaram declarações contrárias à greve iniciada na tarde de quinta-feira (7 de maio de 2026). As manifestações se concentram na crítica à invasão do prédio da administração central e aos danos ao patrimônio da instituição.
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Estudantes e a comunidade online expressam repúdio ao posicionamento das faculdades, argumentando que a ocupação ocorreu devido ao encerramento das negociações pela reitoria sobre as pautas estudantis.
A Faculdade de Medicina (FM) ressaltou que divergências devem ser resolvidas através do debate institucional, enquanto a Faculdade de Direito (FD) defendeu o direito de manifestação estudantil, enfatizando que “nenhuma reivindicação, por mais relevante que seja, autoriza práticas de violência, intimidação, depredação do patrimônio público ou invasão de espaços institucionais”.
A Escola de Comunicações e Artes (ECA) destacou a importância do diálogo como principal instrumento para a resolução de conflitos, enquanto a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) alertou para o risco de a ocupação descaracterizar a legitimidade das reivindicações.
A Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) manifestou apoio à “convivência democrática e à preservação do patrimônio público”, enquanto a Escola Politécnica (EP) alinhou-se à reitoria, defendendo o retorno das atividades acadêmicas e o fim das negociações com os estudantes.
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A manifestação começou durante um protesto ligado à greve das universidades estaduais paulistas, com cerca de 400 estudantes participando.
Após a invasão, que envolveu o derrube de portas de vidro no saguão da administração central, a Polícia Militar cercou o prédio na manhã de sexta-feira (8), bloqueando acessos e cortando água e energia elétrica no local. A ocupação ocorreu dias após o anúncio do fim das negociações sobre o reajuste das bolsas do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, com uma proposta de aumento de R$ 27 no auxílio integral.
O Diretório Central dos Estudantes classificou o reajuste como insuficiente, buscando pressionar pela retomada do diálogo. A greve, que começou em 14 de abril, atinge mais de 100 cursos da USP, com demandas por melhorias nos Restaurantes Universitários, na infraestrutura da moradia estudantil e em outras áreas.
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