Estudante cria robô-tartaruga inovador para proteger ecossistemas aquáticos

Robô-Tartaruga: Inovação que protege os oceanos! 🌊 Um estudante canadense cria BURT, tartaruga robótica subaquática inspirada em tartarugas-mordedoras.

23/05/2026 03:10

3 min

Estudante cria robô-tartaruga inovador para proteger ecossistemas aquáticos
(Imagem de reprodução da internet).

Robô-Tartaruga: Inovação Biomimética para Monitoramento Ambiental

Um estudante de Burlington, no Canadá, chamado Evan Budz, demonstrou uma abordagem inovadora ao resolver um desafio ambiental. Com 15 anos, Evan se inspirou em uma tartaruga-mordedora observada em um lago, buscando uma solução que imitasse a eficiência e o respeito ao meio ambiente da criatura.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa inspiração o levou a criar a BURT, uma tartaruga robótica subaquática biônica, um projeto que visa monitorar e proteger ecossistemas aquáticos de forma não invasiva.

A Ideia por Trás da BURT

A ideia central por trás da BURT surgiu da filosofia “Leave No Trace”, que prega a preservação dos ambientes naturais. Evan transformou sua observação da tartaruga em um projeto ambicioso, buscando replicar a cinemática natural do animal para criar um robô autônomo.

O objetivo era entender como um dispositivo poderia se mover na água sem causar danos ao ambiente, um problema comum em tecnologias subaquáticas convencionais que geram ruído e correntes fortes.

O projeto, batizado de BURT (Tartaruga Robótica Subaquática Biônica), utiliza quatro nadadeiras, maiores na frente para propulsão e menores atrás para estabilidade e manobras, imitando fielmente a anatomia da tartaruga real. O corpo do robô é feito de um tubo acrílico que abriga os componentes eletrônicos, garantindo sua funcionalidade e proteção.

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tecnologia e Desafios

A construção da BURT envolveu desafios significativos, como a integração de uma bateria de lítio em um ambiente subaquático, a gestão de energia e a criação de sistemas de vedação eficientes. No entanto, o resultado final superou as expectativas, permitindo que o robô operasse por até oito horas de forma contínua, com a possibilidade de ser estendido por um painel solar.

O robô é equipado com um microcomputador Raspberry Pi, que processa dados, registra informações e transmite-os através de sensores externos, incluindo GPS, câmera frontal e detectores de ameaças como microplásticos e corais branqueados. Evan também incorporou um dispositivo holográfico e uma rede neural para identificar microplásticos na água, demonstrando o potencial da tecnologia para monitorar a poluição marinha.

Reconhecimento e Perspectivas Futuras

A invenção de Evan Budz foi reconhecida internacionalmente, conquistando o primeiro lugar no Concurso para Jovens Cientistas da União Europeia em 2025 e o título na Canada-Wide Science Fair. Os testes da BURT foram realizados em piscinas e no Lago Ontário, demonstrando sua eficácia em diferentes ambientes aquáticos.

Os próximos passos incluem aprimorar o robô com iluminação frontal e um transdutor ultrassônico de detecção de obstáculos, permitindo que ele opere em ambientes mais profundos e turvos. A expectativa é que frotas de BURTs operem em diferentes oceanos, monitorando ameaças como branqueamento de corais, espécies invasoras e microplásticos, ampliando a vigilância ecológica subaquática de forma não invasiva.

“Não quero prejudicar os diversos locais que espero proteger”, resume Evan Budz, enfatizando a importância da abordagem biomimética – imitar a natureza para resolver problemas de engenharia – em seu projeto.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!