Endometriose: Pesquisa Chocante Revela Desconhecimento e Sofrimento de Mulheres no Brasil

Endometriose: Pesquisa chocante revela ignorância e desafios no diagnóstico! 4 em 10 mulheres desconhecem a doença. Saiba mais!

07/05/2026 10:07

2 min

Endometriose: Pesquisa Chocante Revela Desconhecimento e Sofrimento de Mulheres no Brasil
(Imagem de reprodução da internet).

Dia Internacional da Luta contra a Endometriose: Pesquisa Revela Desconhecimento e Desafios no Diagnóstico

Nesta quinta-feira (7), em celebração ao Dia Internacional da Luta contra a Endometriose, uma pesquisa conduzida pelo Instituto Ipsos, sob a iniciativa da Bayer, lançou dados preocupantes sobre o conhecimento da doença entre as mulheres brasileiras.

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Os resultados indicam que um número significativo, 4 em cada 10 mulheres, desconhece detalhes sobre a condição, evidenciando obstáculos no diagnóstico e tratamento do quadro clínico.

A pesquisa aponta que, entre indivíduos com útero diagnosticados, 77% relataram ter seus sintomas minimizados ou ignorados. Esse descrédito se manifesta principalmente no ambiente familiar (41%) e no contexto do atendimento médico, com 32% identificando ginecologistas como a principal fonte de invalidação dos sintomas.

Percepções e Estereótipos

Quase metade das pessoas entrevistadas (46%) mencionou ter ouvido falar sobre a endometriose através de conversas informais, enquanto 45% relataram ter sido rotuladas como “dramáticas” ou “exageradas” ao expressar seus sintomas. Essa percepção distorcida contribui para o atraso no diagnóstico e no acesso ao tratamento adequado.

Desigualdades no Acesso ao Tratamento

A pesquisa também expõe as desigualdades no acesso ao tratamento entre o sistema público e privado. Observou-se que 50% das usuárias do SUS receberam indicação de pílulas anticoncepcionais, em comparação com 67% na rede privada. Além disso, a realização de procedimentos mais complexos, como a cirurgia por videolaparoscopia, foi oferecida a 20% das pacientes do SUS, contra 55% na rede privada.

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O uso do DIU hormonal, uma opção terapêutica comum, também apresentou disparidades, com apenas 15% das mulheres recebendo essa indicação, sendo o acesso mais concentrado entre mulheres de maior renda. O tempo médio para o diagnóstico da endometriose varia entre 3 e 8 anos, um período prolongado que impacta negativamente a qualidade de vida das pacientes.

Considerações Finais

O ginecologista Rodrigo Mirisola ressalta a importância de promover alternativas eficazes para individualizar a terapia, garantindo um cuidado mais adequado e oportuno para cada mulher. A redução do tempo entre a identificação da condição e o início do tratamento, juntamente com o acesso equitativo a recursos e especialidades, são pilares fundamentais para assegurar um tratamento eficaz e melhorar a saúde das mulheres afetadas pela endometriose.

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