Empresas brasileiras prometem saúde mental, mas a realidade é alarmante em 2026

Descompasso entre o Discurso e a Prática na Saúde Mental Corporativa
Um novo levantamento, realizado em 2026, revela um abismo entre o que as empresas brasileiras dizem sobre saúde mental e o que realmente fazem para lidar com o tema. O estudo, conduzido pela Swile Brasil em parceria com a Leme Consultoria e Poli Júnior, aponta que, apesar do discurso promissor, a maioria das organizações ainda não implementa práticas eficazes para apoiar o bem-estar de seus funcionários.
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Os dados mostram que 58,9% das empresas afirmam estar preparadas para abordar a saúde mental, um número que não se traduz em ações concretas.
Indicadores Desprezidos: Um Sinal de Alerta
A realidade, segundo o relatório, é bem diferente. Apenas 23% das empresas monitoram o clima organizacional, um indicador crucial para identificar problemas de insatisfação e desgaste. Adicionalmente, somente 11,7% controlam as horas extras, um dos principais fatores que contribuem para o estresse e a sobrecarga no trabalho.
Josiane Lima, diretora de RH da Swile Brasil, ressalta que essa situação representa um descompasso preocupante entre a percepção e a realidade.
A Importância da Liderança e o Papel dos Dados
Lima enfatiza que o foco deve ser na coleta e análise de dados relevantes, como o clima organizacional, o turnover e as horas extras, para identificar os riscos e implementar ações eficazes. Ela destaca que a liderança desempenha um papel fundamental nesse processo, pois é ela que, no dia a dia, influencia diretamente a experiência do funcionário.
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Sem líderes preparados para interpretar os dados e tomar decisões, as informações não se transformam em ações concretas.
Desafios e Perspectivas para 2026
O estudo também revela que apenas 44% das empresas monitoram o turnover, um dado essencial para entender as causas da rotatividade de pessoal. A gestão das horas extras, que já representam 40% das ações trabalhistas no Brasil em 2024, é frequentemente negligenciada.
A recomendação é integrar dados à operação por meio de times de HR Business Partners (BPs), com atuação próxima às lideranças. O avanço da regulação e o aumento do número de afastamentos por transtornos mentais (mais de 530 mil em 2025, segundo o Ministério da Previdência Social) reforçam a importância de uma abordagem proativa e baseada em dados.
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