Empresário e Senador do Senado Envolvidos em Escândalo de Corrupção no Dnit do Amapá

Polícia Federal investiga empresário ligado a Alcolumbre em caso de corrupção no Dnit do Amapá! Breno Chaves Pinto é indiciado. O caso com o superintendente

26/05/2026 23:00

3 min

Empresário e Senador do Senado Envolvidos em Escândalo de Corrupção no Dnit do Amapá
(Imagem de reprodução da internet).

Polícia Federal Apura Envolvimento de Empresário em Caso de Corrupção no Dnit do Amapá

A Polícia Federal (PF) indiciou o empresário Breno Chaves Pinto por suspeitas de envolvimento em um esquema de direcionamento de licitações do Departamento de Intraestrutura e Transportes (Dnit) no Amapá. O caso, que ganhou destaque no jornal O Globo, envolve o segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado, e o superintendente regional do Dnit no Amapá, Marcello Linhares.

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Segundo a investigação, Breno Chaves Pinto teria utilizado sua posição próxima ao senador Alcolumbre para obter vantagens indevidas em licitações. A PF apura indícios de fraudes nas concorrências do Dnit, com o empresário sendo acusado de crimes como associação criminosa, tráfico de influência e corrupção ativa.

Linhares também foi indiciado, sendo acusado de associação criminosa, violação de sigilo funcional e fraude à licitação.

Detalhes da Investigação e Defesa do Empresário

A investigação da Polícia Federal, que se baseou em um inquérito concluído, revelou que Breno Pinto influenciou atos de agentes públicos para obter vantagens indevidas. A PF não encontrou participação direta do senador Alcolumbre no esquema, mas o caso foi mantido na Justiça Federal do Amapá.

O juiz federal que autorizou buscas e apreensão de documentos no empresário destacou a centralidade de Breno Pinto no esquema, ressaltando sua relação com Linhares.

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A defesa de Breno Chaves Pinto informou que só se manifestará após ter acesso ao relatório final da PF. Davi Alcolumbre, por meio de nota oficial, afirmou que não tem relação com a atividade empresarial de seu suplente, ressaltando que suas responsabilidades se limitam aos próprios atos.

Outros Desdobramentos e Contexto do Caso

Em julho do ano passado, a PF já havia deflagrado uma operação para apurar fraudes no Dnit em Macapá. Breno Pinto, que também é piloto de moto e campeão nacional de motovelocidade, era acusado de usar sua proximidade com Alcolumbre para influenciar decisões e obter vantagens indevidas.

A investigação revelou que Alcolumbre enviou R$ 9 milhões do orçamento secreto para uma obra no município de Santana (AP) executada por uma empresa de Breno.

A Justiça Federal do Amapá deve encaminhar o processo ao Ministério Público Federal, que decidirá se são necessárias novas investigações ou se é possível propor uma ação penal contra o empresário. O caso envolve documentos trocados entre Breno Pinto e Linhares, que discutiam licitações do Dnit.

A PF encontrou diálogos em que Linhares pede a Breno Pinto para pressionar Alcolumbre para liberar recursos.

Reação do Presidente do Senado e Próximos Passos

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em nota oficial, reiterou que não possui relação com a atuação empresarial de seu suplente e que suas responsabilidades se limitam aos próprios atos. Ele defende que os envolvidos sejam rigorosamente responsabilizados na forma da lei, caso sejam identificados desvios na apuração conduzida pelas autoridades competentes.

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