Embraer enfrenta queda no lucro: desafios e avanços em 2026 surpreendem

Embraer registra queda no lucro e alerta para desafios no setor aéreo. Lucro líquido cai 51% em 2026! Saiba mais.

08/05/2026 08:35

2 min

Embraer enfrenta queda no lucro: desafios e avanços em 2026 surpreendem
(Imagem de reprodução da internet).

Embraer Apresenta Queda no Lucro, Mas Crescimento em Receitas e Entregas

A Embraer encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um resultado que refletiu os desafios do mercado aéreo global. O lucro líquido ajustado da companhia foi de R$145,4 milhões, uma redução de 51% em comparação com os R$299,9 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.

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Essa diminuição foi influenciada por diversos fatores, incluindo as tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos, o menor desempenho da aviação comercial e o aumento das despesas na aviação executiva.

Impacto das Tarifas Americanas e Estoques

Um dos principais pontos de pressão sobre os resultados foi o impacto das tarifas de importação americanas, que somaram US$13 milhões à Embraer no trimestre. Dada a natureza dos contratos, que possuem preços fixados, a empresa não conseguiu repassar esse custo aos clientes, o que gerou um impacto direto nas margens.

Além disso, estima-se que outros US$11 milhões em custos relacionados a estoques com tarifas embutidas serão reconhecidos no segundo trimestre.

Desempenho Divergente nos Segmentos

Apesar da queda no lucro líquido, a Embraer apresentou um Ebitda ajustado que avançou 19%, atingindo R$749,4 milhões. A margem permaneceu estável em 9,9%. O destaque do trimestre foi o segmento de Defesa & Segurança, impulsionado pelo reconhecimento da receita do KC-390 Millennium e pelo aumento na produção do A-29 Super Tucano, que apresentou uma margem bruta significativamente superior.

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Aviação Executiva e Comercial: Desafios de Margem

A Aviação Executiva registrou um crescimento de 17% na receita, impulsionado por volumes maiores e um mix de produtos mais diversificado. No entanto, a lucratividade diminuiu devido a despesas comerciais elevadas relacionadas a lançamentos de novos modelos.

Já na Aviação Comercial, a receita cresceu 32%, mas a margem bruta sofreu uma deterioração expressiva, caindo de 4,8% para apenas 0,9% devido ao mix de clientes, custos logísticos e à ausência de itens não recorrentes positivos do ano anterior.

Entregas Recorde e Carteira em Expansão

Em termos operacionais, a Embraer registrou um volume de entregas recorde, atingindo 44 aeronaves no trimestre, o maior número entregue em um primeiro trimestre nos últimos dez anos. Esse desempenho positivo foi impulsionado por 10 jatos comerciais, 29 jatos executivos e 5 aeronaves militares.

A carteira de pedidos firmes atingiu US$32,1 bilhões, um novo recorde histórico, com a Aviação Comercial liderando a expansão.

Diante desse cenário, a Embraer manteve suas projeções para 2026, prevendo uma receita entre US$8,2 bilhões e US$8,5 bilhões, uma margem EBIT ajustada entre 8,7% e 9,3% e um fluxo de caixa livre ajustado de US$200 milhões ou mais.

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