Eduardo Bolsonaro: PGR pede multa e ataca Trump em caso de coação!

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou publicamente nesta segunda-feira (11), dando aval à condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro por coação no curso de um processo. O órgão também solicitou a aplicação de uma multa, visando compensar os danos causados pela conduta do ex-parlamentar.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A justificativa da PGR é que Eduardo Bolsonaro agiu de forma a prejudicar o Supremo Tribunal Federal (STF), buscando dificultar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por crimes relacionados ao episódio do golpe de Estado em 2025. O parecer, enviado ao STF, aponta para uma tentativa de priorizar os interesses da família Bolsonaro em detrimento do processo legal e da organização do sistema de justiça.
Influência e Sanções Americanas
O documento da PGR destaca a articulação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, com o objetivo de pressionar por sanções contra autoridades brasileiras e o próprio país. Um ponto central do argumento é a declaração do então presidente norte-americano, Donald Trump, em julho de 2025, sobre a imposição de tarifas de 50% a produtos brasileiros.
A PGR considera essa medida como uma prova da influência que Eduardo Bolsonaro possuía no governo americano. Trump justificou a tarifa como uma resposta a ações e políticas consideradas “extraordinárias e ameaçadoras” por parte do governo brasileiro.
A acusação de Trump se baseava na percepção de perseguição política a Jair Bolsonaro e seus apoiadores.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Ataques ao STF e a ‘Tarifa-Moraes’
A PGR também mencionou a suspensão de vistos de ministros do STF, do senador Rodrigo Pacheco, do ex-ministro do Supremo e do então ministro do Ministério da Justiça, Ricardo Lewandowski. Além disso, o órgão citou a aplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, ministro do STF.
A PGR argumenta que a conduta de Eduardo Bolsonaro, em colaboração com medidas dos Estados Unidos, configura claramente coação no curso do processo. A expressão “Tarifa-Moraes”, utilizada pelo ex-deputado, é vista como uma tentativa de responsabilizar Alexandre de Moraes por ações prejudiciais ao interesse nacional.
Conclusão da PGR
Em resumo, a Procuradoria-Geral da República enquadra a conduta de Eduardo Bolsonaro como uma tentativa de interferir no processo judicial e de prejudicar o STF, com o objetivo de proteger os interesses de sua família. A PGR considera que as ações do ex-deputado, em conjunto com a pressão externa, demonstram claramente a prática de coação no curso do processo.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


