Economistas alertam: Juros altos e informalidade pressionam o orçamento familiar

A combinação de taxas de juros elevadas e a persistência da informalidade no mercado de trabalho representam um desafio contínuo para a economia brasileira e, principalmente, para as famílias. Economistas preveem que essa situação continuará a pressionar o orçamento doméstico no próximo ano, devido à taxa de desemprego em queda, embora ainda elevada, e ao impacto da taxa Selic sobre o crédito.
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Desemprego e Informalidade
Entre abril e junho de 2025, a taxa de desemprego atingiu 5,8%, o menor resultado desde 2012, conforme dados divulgados pelo IBGE. Paralelamente, a informalidade permaneceu alta, com 37,8% dos trabalhadores fora das relações formais, correspondendo a 38,7 milhões de pessoas.
Essa combinação de fatores dificulta a previsibilidade de renda e a capacidade de poupança das famílias.
Impacto da Selic e Poder de Compra
Com a Selic em 15%, o custo do crédito permanece elevado, restringindo a margem de manobra das famílias, especialmente aquelas com renda variável ou orçamentos mais apertados. Essa situação impacta diretamente o poder de compra das famílias, afetando o fluxo de dinheiro na economia brasileira.
Análise de Especialistas
A economista Lai Santiago destaca que a percepção sobre os juros e seu impacto no dia a dia das famílias é falha. Apesar de reconhecer o peso dos juros no bolso, muitos consumidores não compreendem totalmente como a Selic se reflete em suas finanças.
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A transmissão do aumento da Selic para o consumidor é complexa, mas resulta em um consumo maior direcionado ao pagamento de dívidas.
Desafios Estruturais
Santiago ressalta que o endividamento é um problema estrutural complexo, que vai além do consumo excessivo. Fatores como juros elevados, linhas de crédito acessíveis com custos altos, instabilidade de renda e a informalidade contribuem para o problema.
Consumidores informais tendem a priorizar apenas itens essenciais, o que limita a recuperação de setores sensíveis ao crédito.
Projeções e Perspectivas
Para 2026, analistas preveem que a dinâmica entre juros altos e informalidade continuará a impactar a saúde financeira das famílias. Sem mudanças significativas, o risco é de que mais brasileiros dependam de crédito caro para cobrir despesas básicas, mantendo a vulnerabilidade econômica.
A situação é agravada pela natureza estrutural do endividamento, que exige medidas abrangentes para enfrentar o problema.
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