Economistas alertam: Desenrola Brasil 2.0 é “paliativo” e estratégia eleitoral

Economistas alertam: Desenrola Brasil 2.0 é “paliativo” e pode incentivar endividamento! Saiba mais.

05/05/2026 13:57

2 min

Economistas alertam: Desenrola Brasil 2.0 é “paliativo” e estratégia eleitoral
(Imagem de reprodução da internet).

Novo Desenrola Brasil: Críticas e Preocupações com o Programa de Alívio da Dívida

O governo federal lançou o Desenrola Brasil 2.0, a segunda versão do programa de controle de endividamento e inadimplência entre brasileiros. A iniciativa, no entanto, já enfrenta críticas de economistas que questionam sua eficácia a longo prazo e seu caráter predominantemente político.

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Sergio Vale, economista da MB Associados, ressalta que o programa se insere em uma estratégia eleitoral, visando atrair a atenção do eleitorado sem resolver os problemas estruturais que levam ao endividamento familiar. Vale já havia alertado sobre a natureza temporária do Desenrola 1.0, que, embora tenha oferecido alívio no curto prazo, não abordou as causas da inadimplência.

O Desenrola 2.0 oferece taxas de juros de até 1,99% ao mês, um valor menor que o praticado em cartões de crédito e cheque especial. No entanto, Vale considera que essa taxa ainda é alta para as famílias mais vulneráveis, classificando o programa como um “paliativo” com duração limitada a 90 dias. O economista adverte que a percepção de que programas como este podem se repetir pode incentivar comportamentos de endividamento arriscados.

A ampliação das garantias públicas, com um investimento total de quase R$ 8 bilhões, e a inclusão de recursos do Tesouro (entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões) podem impactar o déficit primário do governo. Vale destaca que o contexto político atual, com foco em programas populares, reforça a tendência de iniciativas que visam aumentar a popularidade do governo antes das eleições.

Outro ponto levantado é o risco moral gerado pela repetição de programas de renegociação de dívidas, que pode enfraquecer a cultura de adimplência no Brasil. Sergio Vale utiliza o exemplo do Fies para ilustrar como descontos sobre o principal da dívida, sem benefícios para quem honrou seus compromissos, podem incentivar o endividamento.

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Vale também aponta para o aumento do endividamento relacionado a casas de apostas (bets), que o próprio governo reconheceu ao exigir que os participantes do programa se comprometam a não apostar no ano seguinte. O economista enfatiza que a questão estrutural não está sendo resolvida e que a inadimplência pode voltar a crescer em cerca de 18 meses, repetindo o ciclo observado após o primeiro Desenrola.

O governo, por sua vez, incluiu produtores rurais no Desenrola 2.0 e ampliou os prazos de pagamento, buscando atender a diferentes setores da economia. A CNN Brasil, por meio de seus jornais, apura e checa as informações, garantindo a veracidade dos conteúdos.

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