Deutsche Bank e Visa lideram a revolução das stablecoins em transações globais

Stablecoins chocam mercado financeiro! Transações bilionárias e o futuro das moedas digitais ganham força. Saiba mais!

24/05/2026 06:30

3 min

Deutsche Bank e Visa lideram a revolução das stablecoins em transações globais
(Imagem de reprodução da internet).

Transações Globais e o Crescimento das Stablecoins

Em uma terça-feira em Frankfurt, uma empresa alemã de equipamentos industriais precisou pagar US$ 4 milhões a um fornecedor americano em Chicago. Essa transação, embora comum entre empresas globais, ainda envolve uma complexa cadeia de intermediários, cada um cobrando sua parte pelo serviço.

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A conversão de moedas, o spread cambial e a diferença de horários entre os países adicionam camadas de dificuldade ao processo.

Sabih Behzad, chefe de Ativos Digitais e Moedas do Deutsche Bank, destaca que as instituições financeiras se beneficiam dessa “fricção” existente. Ele acredita que a redução dessas barreiras pode gerar incertezas no novo modelo financeiro. A discussão se concentra nas stablecoins, uma tecnologia derivada do mundo cripto, que ganharam destaque recentemente no Brasil após uma norma do Banco Central permitindo seu uso em pagamentos no mercado de eFX.

As stablecoins são criptomoedas com paridade com outro ativo, como o dólar, garantindo um valor estável. Por exemplo, 1 unidade de uma stablecoin de real sempre vale R$ 1. O interesse dos clientes do Deutsche Bank por ativos como as stablecoins explodiu nos últimos 12 meses, especialmente em transações internacionais, onde a complexidade da cadeia de intermediários é maior.

Essa abordagem permite contornar as taxas cobradas em pagamentos diretos com fornecedores e parceiros fora da rede bancária tradicional.

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No entanto, o volume de transações com stablecoins ainda é relativamente baixo, representando apenas 1% dos fluxos de liquidação globais em 2025. Apesar disso, o crescimento tem atraído a atenção de grandes players globais. Maike Hornung, diretora de Stablecoins da Visa, defende que as stablecoins devem ser vistas como infraestrutura, e não apenas como um produto, visando otimizar a liquidação de pagamentos transfronteiriços.

A Visa tem permitido a liquidação de obrigações usando USDC, uma stablecoin indexada ao dólar, desde 2023, sem alterar a experiência do usuário. Em maio de 2026, o volume anualizado dessas operações atingiu US$ 7 bilhões, com transações distribuídas por nove blockchains e mais de 130 programas de cartão vinculados a stablecoins em mais de 50 países.

O crescimento desse sistema chamou a atenção dos bancos centrais, que estão buscando regulamentar o mercado.

Nos EUA, o governo aprovou o Genius Act em 2025, criando um regime federal para stablecoins de pagamento e exigindo reservas 1:1 em ativos de alta qualidade. Na Europa, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, defende a construção de uma infraestrutura de liquidação própria, em vez da adoção de stablecoins privadas, que majoritariamente são em dólar.

O BCE já possui projetos como Pontes e Appia para conectar plataformas blockchain ao sistema de pagamentos europeu e criar um ecossistema financeiro tokenizado até 2028.

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