Desvende a jornada do café: do campo à sua xícara e os desafios da ABIC

A Jornada do Café: Do Campo à Sua Xícara
Ao saborear um café, seja em casa, no trabalho ou em cafeterias, já parou para pensar na complexa trajetória que ele percorre até chegar até você? O café é uma tradição profundamente enraizada no Brasil, contando com quase 300 anos de cultivo.
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A Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) aponta um consumo per capita anual elevado, atingindo 4,82 kg do grão torrado e moído.
Essa jornada abrange desde a agricultura até os processos industriais e de varejo em nível nacional. Para Celírio Inácio, diretor executivo da ABIC, o grande desafio reside em conciliar qualidade, custo e sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.
Os Três Pilares da Produção do Café
A produção começa no campo, onde o agricultor dedica-se a selecionar as melhores variedades e zelar por cada aspecto da lavoura. O Brasil conta com cerca de 300 mil produtores de café, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.
Estes profissionais preparam a terra para o plantio das mudas, que se desenvolverão e formarão os cafezais. É preciso monitorar pragas, lidar com variações climáticas na safra, gerenciar custos de insumos, a volatilidade da matéria-prima e a mão de obra.
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Da Colheita ao Grão Verde
Com os frutos maduros, ocorre a colheita, momento em que são selecionadas as melhores cerejas. Em seguida, o processo inclui a remoção de impurezas, como folhas e galhos. Após serem lavados, passam por fermentação, onde cascas e polpas são retiradas, seguindo para a secagem, que pode ser direta.
Por fim, o grão é beneficiado, transformando-se no café verde. Este material é então enviado às cooperativas, que comercializam os grãos para torrefações nacionais ou compradores internacionais.
Transformação Industrial e o Toque Final
Ao chegar às torrefadoras, o café cru passa por uma rigorosa conferência de qualidade e limpeza. A cor marrom característica do pacote vem da torra, um momento crucial de transformação.
Este processo não só altera a cor, mas também modifica quimicamente o grão, desenvolvendo sabores e aromas marcantes, e realçando características como doçura, amargor e acidez. Tudo isso depende do controle preciso de calor, tempo e ar.
Padronização e Venda ao Consumidor
Após a torra, o café é avaliado e, posteriormente, moído. O método de avaliação no Brasil foi atualizado em 2023, um esforço da ABIC para reduzir discrepâncias entre a percepção do grão verde e o café final. O Protocolo Brasileiro de Avaliação de Cafés Torrados e Moídos classifica os cafés em estilos como especial, extraforte, gourmet, superior e tradicional.
O café torrado e aprovado é embalado para preservar seus compostos aromáticos, evitando o contato com o oxigênio. Em embalagens de indústrias ligadas à ABIC, o Selo de Qualidade e Pureza garante o cumprimento dos padrões nacionais.
Garantia de Qualidade no Varejo
O café chega aos apreciadores em diversos pontos de venda, como mercados, empórios, cafeterias e padarias. A ABIC mantém um controle rigoroso, analisando o produto em laboratório para verificar sua qualidade e pureza.
A Associação realiza cerca de 5 mil testagens anualmente, combatendo fraudes e prevenindo riscos à saúde pública. Segundo Celírio Inácio, Diretor Executivo da ABIC, é fundamental não apenas produzir bem, mas entregar uma experiência sensorial segura e consistente ao consumidor.
Com a qualidade e pureza verificadas, o consumidor pode escolher entre grãos ou moído, saboreando o resultado dessa longa e cuidadosa jornada.
Autor(a):
redacao
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