Desenrola Brasil: Governo lança nova fase para trabalhadores informais e dívidas altas

Desenrola Brasil Expande Ações para Trabalhadores Informais e Dívidas Elevadas
O governo federal está planejando uma nova fase do Desenrola Brasil, com foco em trabalhadores informais e indivíduos que, embora ainda em dia com suas obrigações financeiras, enfrentam juros altos devido às suas condições de trabalho. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que o anúncio da segunda rodada do programa deve ocorrer até o final de maio, conforme declarado em entrevista ao programa Bom Dia, do canal Gov.br.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A iniciativa visa atender um público que se destaca pela instabilidade de sua renda, o que se traduz em custos de crédito mais elevados. Durigan explicou que esses trabalhadores sofrem diretamente pelas flutuações em seus ganhos, sendo penalizados por não possuírem uma renda fixa comprovável.
A nova etapa do Desenrola Brasil amplia o escopo da política, que inicialmente se concentrava em pessoas inadimplentes e com dificuldades de acesso ao crédito.
Além disso, o ministro também está avaliando mecanismos para auxiliar aqueles que, apesar de manterem suas contas em dia, sentem o impacto do endividamento em seu orçamento mensal, especialmente em linhas de crédito com taxas de juros elevadas. A estratégia atual do programa prioriza indivíduos negativados e sem acesso a crédito, uma situação que limita o consumo e dificulta a reorganização financeira.
A nova fase busca uma abordagem preventiva, evitando que essas pessoas se afundem em dívidas.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Subsídio ao Diesel Importado: Aumento no Número de Estados Participantes
Em paralelo, o ministro Dario Durigan atualizou o andamento da política de subsídio ao diesel importado, informando que 26 estados já aderiram à subvenção de R$ 1,20 por litro, estabelecida por meio de medida provisória. Apenas o estado de Rondônia ainda não formalizou sua participação.
Essa medida visa mitigar os efeitos da alta dos preços da gasolina.
O programa prevê que metade do valor da subvenção seja compensada pelos estados, enquanto a União arca com o restante. Quando somada a um subsídio anterior de R$ 0,32 por litro, a ajuda total pode chegar a R$ 1,52 por litro do diesel importado. O custo total estimado para o governo federal e entes regionais é de R$ 4 bilhões, com duração inicial até maio de 2026.
Em troca do subsídio, os importadores devem aumentar a oferta de diesel e garantir que o benefício seja repassado ao consumidor final. O Desenrola Brasil, por sua vez, foi anunciado em abril como resposta à alta dos preços e busca oferecer suporte financeiro para diferentes grupos da população.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


