Desenrola Brasil: Governo lança nova etapa com FGTS e apostas online em ano eleitoral

Desenrola Brasil Busca Ampliar Alcance em Ano Eleitoral
Em um cenário eleitoral, o governo federal (PT) busca impulsionar o Desenrola Brasil com uma nova etapa, programada para ser lançada na segunda-feira, 4 de maio de 2026. A iniciativa visa oferecer perdão de dívidas para inadimplentes, sendo apresentada inicialmente como uma medida provisória que aguarda aprovação no Congresso Nacional.
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O programa, que já teve sua primeira fase em 2024, buscou renegociar dívidas de diversas categorias, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
Novas Estratégias no Desenrola 2
A nova versão do Desenrola, denominado Desenrola 2, introduz algumas mudanças significativas. Uma delas é a possibilidade de utilizar até 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. Além disso, o programa oferecerá, por um período de um ano, a utilização de plataformas de apostas online para participantes.
O objetivo é ampliar o alcance da política pública e atender a públicos que não puderam se beneficiar na primeira fase.
As renegociações de dívidas terão descontos que variam de 30% a 90% sobre o valor total, com juros máximos de 1,99%. Para que o desconto seja aplicado, é necessário que ele seja de pelo menos 40%. A expectativa do governo é que a garantia de recebimento de, no mínimo, 60% do valor incentive a adesão dos bancos credores e da administradora do fundo.
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Resultados Limitados do Desenrola 1
O Desenrola 1, que encerrou suas atividades em 2024, beneficiou mais de 15 milhões de pessoas e renegociou R$ 53 bilhões em dívidas. No entanto, não houve uma redução estrutural no número de devedores no país. O Ministério da Fazenda destaca uma queda na inadimplência, especialmente entre a população de menor renda, apesar de dados da Serasa indicarem que 82,8 milhões de brasileiros estavam negativados em março de 2026, um recorde histórico.
É importante ressaltar que os dados sobre o Desenrola e a inadimplência são medidos de formas diferentes. O Desenrola acompanha o fluxo de pessoas atendidas ao longo do tempo, enquanto a inadimplência representa o estoque de dívidas em um determinado momento.
Apesar disso, a diferença de magnitude – o programa atingiu apenas cerca de 20% dos devedores – sugere que ele não resolveu o problema da inadimplência de forma abrangente.
Desafios para a Recuperação Econômica
O governo acredita que o aumento da inadimplência reforça a necessidade de uma nova rodada do Desenrola com maior abrangência. Além disso, o cenário econômico atual, com juros elevados, renda pressionada e acesso restrito ao crédito, dificulta a saída das famílias da inadimplência.
A continuidade do programa é vista como um impacto direto na atividade econômica, com a redução da inadimplência podendo destravar o consumo e melhorar os indicadores de crédito, sustentando a recuperação da economia.
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