Desemprego no Brasil: Alerta comqueda e salários recordes em fevereiro de 2026!

Taxa de Desemprego no Brasil Aumenta em Fevereiro, Mas Mantém Nível Histórico
A taxa de desemprego no Brasil apresentou um aumento de 5,8% no trimestre que encerrou em fevereiro de 2026. Essa elevação foi impulsionada principalmente pelo término de contratos temporários, especialmente nos setores de saúde, educação e construção civil.
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Os dados, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE através da PNAD Contínua, revelaram que o número de brasileiros em busca de emprego atingiu 6,2 milhões, um crescimento de 600 mil em relação ao trimestre anterior.
Apesar desse aumento no número de desocupados, o índice de 5,8% é o menor registrado para um período de fevereiro desde o início da série histórica em 2012. O número total de pessoas empregadas no país foi de 102,1 milhões, representando uma diminuição de 0,8% em comparação com o trimestre anterior.
Essa redução na ocupação foi notável nos setores de administração pública, saúde e educação, onde foram perdidos 696 mil postos de trabalho. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas do IBGE, essa situação é comum no início do ano, devido ao término de contratos temporários no setor público.
“Observamos um padrão sazonal, especialmente nos setores de educação e saúde, onde grande parte dos trabalhadores é contratada temporariamente pelo governo. A transição entre anos frequentemente envolve o encerramento desses contratos, impactando diretamente a ocupação nesses segmentos”, explicou Beringuy.
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O setor da construção civil também registrou uma retração, com 245 mil pessoas sem emprego. Essa queda reflete a menor demanda das famílias por obras e reparos residenciais nos primeiros meses do ano. Apesar do aumento no número de desempregados, os trabalhadores que conseguiram manter seus empregos viram seus salários aumentarem.
O rendimento médio habitual alcançou um recorde de R$ 3.679, representando um crescimento de 5,2% em relação ao ano anterior. Esse aumento foi impulsionado pela alta demanda por trabalhadores e pela formalização de atividades no comércio e serviços.
Os setores de Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (4,1%), Administração Pública, Defesa, Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais (2,9%) e Outros Serviços (11,2%) foram os principais responsáveis por essa elevação salarial.
Outros dados relevantes da pesquisa indicaram um aumento na subutilização da força de trabalho, com 16,1 milhões de pessoas incluídas nessa categoria – que engloba desempregadas, disponíveis para mais horas, aquelas que desejam trabalhar mas não procuram, e aquelas que procuram, mas não estão disponíveis para o trabalho.
Além disso, a taxa de informalidade recuou levemente para 37,5%, devido à redução de postos de trabalho menos formalizados nos setores da Construção, Indústria e Agricultura. O setor privado, por sua vez, manteve a estabilidade no número de empregados com carteira assinada, totalizando 39,2 milhões de trabalhadores.
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