Desembargador do TRF-2 Acusado de Assédio e Violência Psicológica em Caso Grave

Desembargador do TRF-2 Envolvido em Casos de Assédio e Violência Psicológica
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, que um desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região será julgado por crimes de assédio e violência psicológica contra diversas servidoras. A decisão foi unânime, marcando o início do processo judicial contra o magistrado.
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O desembargador responderá a acusações que incluem cinco crimes de violência psicológica contra a mulher, três de assédio sexual e um de importunação sexual. As vítimas são mulheres que trabalhavam diretamente no gabinete do desembargador, conforme investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF).
O MPF detalhou que o magistrado recrutava, principalmente, estudantes de escolas da magistratura da região sul do país para ocupar cargos em comissão.
Ambiente de Trabalho Tóxico Revelado
Segundo o Ministério Público Federal, o desembargador utilizava sua posição de autoridade para criar um ambiente de trabalho extremamente tóxico e hostil. A denúncia aponta que ele se aproveitava da vulnerabilidade financeira e emocional das servidoras, que frequentemente se distanciavam de suas famílias e assumiam compromissos de mudança de estado para atender às demandas do trabalho.
Adicionalmente, o comportamento do magistrado foi associado ao aumento significativo de licenças médicas por problemas de saúde mental entre as servidoras, evidenciando o impacto negativo do ambiente de trabalho.
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Investigação e Depoimentos
O processo judicial se baseia em depoimentos de 15 pessoas, incluindo as próprias vítimas, servidores e ex-servidores. Esses indivíduos foram ouvidos em um procedimento administrativo disciplinar conduzido pelo Conselho da Justiça Federal. A investigação revelou um cenário complexo de manipulação e abuso de poder.
Afastamento das Funções
Em uma decisão recente, o STJ manteve o afastamento do desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região de suas funções. A identidade do magistrado não foi divulgada até o momento. O caso continua sob análise e acompanhamento judicial.
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