Deputados obstruem sessão e enfrentam suspensão de 60 dias na Câmara

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou na tarde de terça-feira, 5 de maio de 2026, a suspensão por 60 dias dos deputados (PL-MS), (Novo-RS) e (PL-SC). A decisão foi tomada após o reconhecimento de que os parlamentares obstruíram o andamento das sessões plenárias em agosto de 2025, em protesto contra a prisão domiciliar de um dos envolvidos, (PL).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O relator do caso, deputado (União Brasil-CE), recomendou a suspensão dos três, justificando a necessidade de garantir o bom funcionamento do Congresso Nacional.
Votação Separada e Resultados
A votação ocorreu de forma individual para cada um dos deputados envolvidos. No caso do deputado Pollon, o resultado foi de 13 votos favoráveis e 4 contrários à suspensão. Já o deputado Van Hattem recebeu 15 votos a favor e 4 contra. O deputado Zé Trovão também teve sua suspensão aprovada com 15 votos favoráveis e 4 contrários.
A decisão do Conselho de Ética ainda precisa ser ratificada pelo plenário da Câmara.
Contexto do Incidente
O episódio que levou à decisão do Conselho de Ética ocorreu nos dias 5 e 6 de agosto de 2025, quando um grupo de 14 congressistas da oposição ocupou o plenário principal da Câmara por mais de 30 horas. O objetivo era pressionar o então presidente da Câmara, (Republicanos-PB), para que o projeto de lei da anistia fosse incluído na pauta.
Leia também
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Essa ocupação impediu o funcionamento normal da Casa e dificultou o trabalho do então presidente da Câmara, que só conseguiu retomar as atividades após negociações com a base governista e aliados de Bolsonaro.
Denúncias e Negações
As denúncias apontavam que os deputados Pollon, Van Hattem e Zé Trovão agiram para impedir fisicamente o presidente da Câmara de exercer suas funções. Pollon teria se sentado na cadeira da Presidência, Van Hattem ocupou um assento na Mesa para bloquear o acesso, e Zé Trovão impediu a subida do presidente à cadeira da Presidência.
No entanto, os três deputados negaram as acusações, classificando o caso como uma “perseguição”.
Repercussões e Próximos Passos
A Corregedoria da Câmara considerou as condutas como graves, configurando desrespeito à autoridade da Mesa e afronta à institucionalidade do Legislativo. Além da votação no Conselho de Ética, a direção da Câmara já havia aplicado censura escrita a todos os 14 envolvidos no incidente.
A suspensão dos deputados agora aguarda a análise final do plenário da Câmara, e os parlamentares poderão recorrer da decisão caso considerem necessário.
Autor(a):
redacao
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.


