Deputados criam estratégia polêmica com vídeos contra Bolsonaro e aliados

Deputados criam estratégia polêmica contra família Bolsonaro com vídeos chocantes! PT-RJ e Rede-MG ativam táticas ousadas e provocativas. Saiba mais!

25/05/2026 13:00

4 min

Deputados criam estratégia polêmica com vídeos contra Bolsonaro e aliados
(Imagem de reprodução da internet).

Deputados da Câmara Criam Estratégia para Confrontar a Família Bolsonaro com Vídeos

Deputados federais do PT-RJ e da Rede-MG têm adotado uma estratégia ousada para se posicionar em relação à família Bolsonaro, utilizando vídeos conjuntos para amplificar suas críticas. A dupla, que se autodenomina “time do Lula”, busca capitalizar o apelo nas redes sociais e o discurso combativo no Congresso Nacional, visando questionar as declarações do senador do PL-RJ.

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A iniciativa surge em resposta às afirmações do senador, que acusou o presidente do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, de “escalar um time” para disseminar narrativas consideradas falsas contra ele, além de anunciar a intenção de acionar judicialmente Lindbergh Farias e Janones por supostos ataques nas redes sociais.

Essa postura tem gerado reações e debates dentro e fora do Congresso.

Vídeos com Abordagens Diferentes e Polêmicas

A estratégia dos deputados se manifesta através de vídeos com formatos e conteúdos distintos. O primeiro vídeo, publicado em abril, segue uma tendência popular de dança e salto, com o apresentador cearense João Inácio Júnior. Lindbergh Farias e Janones, em seguida, utilizam o mesmo formato para citar investigações envolvendo Flávio Bolsonaro, afirmando que “estão só começando” a criticá-lo, com a frase: “Flávio Bolsonaro, você disse que nós somos o time do Lula?

E nós somos o time do Lula, sim! Não vamos nos intimidar com esse seu processinho, porque a gente sabe que vamos provar os seus crimes”.

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O segundo vídeo, lançado em maio, apresenta uma abordagem mais provocativa, com Lindbergh Farias chutando um detergente da marca Ypê, em referência a problemas sanitários da Anvisa relacionados à companhia que doou R$ 1,5 milhão para a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro em 2022.

Apoiadores do ex-presidente alegaram, sem apresentar provas, uma perseguição contra os deputados. Janones e Lindbergh, vestindo roupas esportivas em um campo de futebol, disseram que o caso é uma “cortina de fumaça”, comentando a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o PL-SP e afirmando que “a cadeia está chegando” para o deputado.

O terceiro vídeo, surgido após o vazamento de um áudio em que Flávio Bolsonaro cobra dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, mostra Janones e Lindbergh vestidos com camisas da seleção brasileira e fazendo embaixadinhas.

Lindbergh, no vídeo, declara: “A Polícia Federal vai para cima de você”.

Repercussão e Críticas aos Vídeos

Os vídeos geraram diferentes reações. Apoiadores elogiaram o tom de “deboche” e “descontração”, enquanto críticos os consideraram “patéticos”. A estratégia, apesar da polêmica, tem buscado ampliar a visibilidade dos deputados e fortalecer a imagem da esquerda no Congresso.

Análise do Comportamento dos Deputados

O cientista político e diretor da consultoria Pulso Público, Vítor Oliveira, destaca que o ponto de contato entre Lindbergh Farias e André Janones é o discurso combativo contra adversários. Apesar de trajetórias diferentes, ambos compartilham uma postura crítica e desafiadora, buscando se distanciar de políticos tradicionais.

Lindbergh, com um perfil mais tradicional, começou no movimento estudantil e filiou-se ao PT em 2001, sendo considerado um “homem de partido”. Janones, por sua vez, utilizou intensamente as plataformas digitais para construir sua base política.

Vítor Oliveira ressalta que, embora a estratégia adotada pelos congressistas possa trazer riscos, como a ausência de controle do discurso, ela pode ser positiva em uma disputa difícil para o Congresso, que tem se tornado cada vez mais permeada por recursos de emendas parlamentares e por sua conexão com os territórios.

Ele adverte que a estratégia pode ampliar o protagonismo individual de Lindbergh e Janones durante a campanha, mas também pode gerar representações no Conselho de Ética da Câmara.

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