Deputada Hilton acusa Meta de silenciamento de comunidade LGBTQIA+ no Instagram

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) anunciou nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, que a Meta reativou perfis do Instagram voltados à comunidade LGBTQIA+ que haviam sido suspensos anteriormente. A medida ocorreu após uma forte pressão política e o envio de uma notificação formal à empresa.
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A situação gerou uma ação conjunta de Hilton e da vereadora paulistana Amanda Paschoal.
As parlamentares cobraram a reativação imediata das contas, conforme reportado pelo jornal. A situação se intensificou com a suspensão em massa de páginas, que afetaram perfis como @comunidadeslgbts e outros, com milhões de seguidores e mais de uma década de atuação na produção de conteúdo e mobilização digital.
Alegações de ‘Apagamento Coordenado’
No documento enviado à Meta Platforms, as congressistas denunciaram um “apagamento simultâneo e coordenado” de páginas e acusaram a plataforma de falta de transparência em relação aos motivos das punições. Elas argumentaram que a desativação das contas prejudicava a liberdade de imprensa, o debate público e o acesso à informação por grupos minoritários.
Alerta sobre Mudanças na Moderação da Meta
O episódio reacendeu preocupações sobre possíveis mudanças na política de moderação da Meta, especialmente após o afrouxamento de regras anunciado pela empresa no ano anterior. A situação levanta questões sobre a influência de grandes empresas de tecnologia em debates públicos e o impacto em comunidades marginalizadas.
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Reações e Críticas à Plataforma
Em sua conta no X (antigo Twitter), Erika Hilton classificou a suspensão como um “absurdo” e uma “tentativa de silenciamento”. A deputada associou o episódio à aproximação das grandes empresas de tecnologia com discursos de extrema-direita, ressaltando a importância da organização e da reação das minorias sociais.
Hilton também agradeceu o apoio de Amanda Paschoal e da organização Sleeping Giants Brasil na mobilização contra a Meta, enfatizando que o mandato continuará acompanhando a situação, considerando que o Instagram ainda restringe o alcance de páginas ligadas ao movimento negro, à militância de esquerda e à comunidade canábica.
O Poder360 tentou obter o ofício enviado à Meta e um posicionamento da empresa, mas não obteve resposta até o momento da publicação. O espaço permanece aberto para manifestações.
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