Deputada ataca governo e USP após choca desocupação da reitoria em SP

Deputada ataca governo e USP após desocupação da reitoria! Erika Hilton aciona ação contra Tarcísio de Freitas e Polícia Militar. Crise na USP!

10/05/2026 21:48

3 min

Deputada ataca governo e USP após choca desocupação da reitoria em SP
(Imagem de reprodução da internet).

Deputada e Outro Polêmico Caso de Ocupação na USP

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) anunciou que acionará a Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo contra o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Polícia Militar e a reitoria da USP, em resposta à desocupação da reitoria da universidade ocorrida na madrugada deste domingo (10.mai.2026).

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A ação da PM, que removeu estudantes que protestavam por melhorias nas políticas de permanência estudantil, gerou forte reação da parlamentar e de outros representantes da esquerda.

Investigações e Acusações de Ilegalidade

Sâmia Bomfim (Psol-SP) também se manifestou, anunciando o acionamento da Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público para investigar a atuação da PM. Ela descreveu a operação como “ilegal e truculenta”, destacando que estudantes foram detidos durante o protesto.

A deputada enfatizou a necessidade de apurar a versão da PM e a possível articulação entre a universidade e as forças policiais.

O conflito começou na madrugada deste domingo (10.mai.2026) com a desocupação da reitoria da USP, que estava ocupada desde quinta-feira (7.mai.2026) por estudantes que reivindicavam melhorias na moradia e alimentação. A Polícia Militar informou que cerca de 50 policiais participaram da operação e que quatro pessoas foram presas e liberadas após prestar depoimento.

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Denúncias de Violência e Falta de Comunicação

O Diretor do DCE Livre da USP relatou que a operação começou por volta das 4h15 e envolveu o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes, além de relatos de estudantes feridos. A entidade acusou a PM de agir sem ordem judicial de reintegração de posse.

Erika Hilton classificou o protesto como “legítimo” e criticou a recusa do poder público em negociar antes de recorrer à violência.

A deputada questionou a versão da reitoria da USP de que não foi avisada previamente sobre a operação policial, apontando evidências de articulação entre a universidade e a PM, incluindo o corte de serviços de água e energia. “É um absurdo que o poder público se recuse a negociar, parta para a violência e que quatro estudantes tenham sido detidos por exercerem seu direito constitucional ao protesto”, declarou.

Reações e Próximos Passos

Sâmia Bomfim também se manifestou em apoio ao movimento estudantil, anunciando o acionamento da Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público para apurar a conduta da PM. A deputada criticou o uso de “tropa de choque” e a agressão a estudantes.

A USP declarou que informou a ocupação à Secretaria de Segurança Pública, mas não foi comunicada previamente pela PM sobre a desocupação.

A reitoria da USP afirmou que manteve diálogo com os estudantes, mas que as negociações chegaram a um limite diante de reivindicações consideradas administrativas. A Secretaria de Segurança Pública informou que “eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”.

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