Deolane Bezerra: Detenção Surpreende em Operação Contra PCC e Lavação de Dinheiro

Deolane Bezerra é Detida na Operação Vérnix em SP
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra teve sua prisão preventiva decretada na manhã desta quinta-feira (21), em sua residência em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. A medida faz parte da Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
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A operação visa investigar ligações de Deolane com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A empresária foi presa após uma série de investigações que revelaram seu papel em um esquema financeiro complexo, utilizado para lavar dinheiro da facção criminosa. A prisão ocorreu em um momento de grande movimentação em suas redes sociais, onde ela havia prometido estar “bem ativa” no dia seguinte.
Contexto da Operação
A Operação Vérnix, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), começou a ser investigada em 2019, a partir de evidências encontradas em documentos apreendidos com membros do PCC. De acordo com as investigações, Deolane atuava como parte de um núcleo financeiro que movimentava milhões de reais, disfarçando a origem ilícita dos recursos.
A influenciadora utilizava sua imagem pública e estrutura empresarial para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro, transformando o esquema em uma “engrenagem financeira milionária”. As autoridades planejavam detê-la no exterior, mas ela retornou ao Brasil na tarde de quarta-feira (20), véspera da operação.
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Alvos da Operação
Além de Deolane, a operação também mira o empresário Everton de Souza, conhecido como “Player”, que atuava como operador financeiro do esquema. Outros alvos incluem o irmão de Deolane, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos, responsáveis pela gestão do patrimônio da facção.
A Justiça paulista decretou a prisão preventiva de todos os envolvidos.
Valor Bloqueado e Imóveis Apreendidos
Como parte da operação, foram apreendidos mais de R$327 milhões em ativos financeiros, além de quatro imóveis e 17 veículos de luxo avaliados em mais de R$8 milhões. A medida visa cortar o fluxo financeiro do esquema e impedir que os investigados utilizem recursos para continuar suas atividades criminosas.
Reações e Defesas
A irmã de Deolane, Daniele Bezerra, também advogada, criticou a condução do caso nas redes sociais, classificando a prisão como “pressão, marketing ou vingança social”. Ela argumentou que é difícil provar as acusações e que a Justiça está tentando transformar “suposições em verdades e manchetes em condenações” antes da conclusão do processo legal.
Até o momento, o advogado de Deolane Bezerra não forneceu declarações.
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