Defesa no STJ questiona prova em investigação; Nunes Marques nega pedido no STF em 2026

Defesa de ministro no STJ questiona prova em investigação no STF. Nunes Marques nega suspensão da sindicância, gerando tensão no caso. Saiba mais!

14/04/2026 09:50

3 min

Defesa no STJ questiona prova em investigação; Nunes Marques nega pedido no STF em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

Defesa de Ministro no STJ Questiona Prova Testemunhal em Investigação

A defesa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) protocolou uma petição junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Nela, eles pedem a declaração de ilicitude de uma prova testemunhal que foi compartilhada pelo tribunal no caso em que o magistrado é investigado por importunação sexual.

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Os advogados também solicitaram, em caráter cautelar, a suspensão da sindicância que está em andamento no STJ. Contudo, o relator do caso, ministro Nunes Marques, negou o pedido na segunda-feira, dia 13 de abril de 2026.

Argumentos da Defesa e Decisão do Relator

Nunes Marques afirmou que a sindicância é um procedimento preliminar que não exige, por natureza, o contraditório nem a ampla defesa. A defesa, por sua vez, argumenta que a prova oral compartilhada seria ilegal. Isso ocorreria porque ela foi produzida com a participação da acusação, mas sem a presença dos advogados do ministro.

Violação do Sistema Acusatório

Segundo a petição apresentada, a ausência da defesa durante a coleta da prova violaria o princípio da paridade de armas e o sistema acusatório. O ministro Nunes Marques rejeitou o pedido cautelar, pois não viu, em análise inicial, um fundamento jurídico forte o suficiente para interromper a apuração que segue no STJ.

Contexto da Investigação do Ministro

Este caso se desenrola após a Comissão de Sindicância do STJ ter feito uma recomendação. O relatório final foi enviado a todos os ministros da Corte na sexta-feira, dia 10 de abril de 2026. É importante notar que o ministro Buzzi está afastado de suas funções cautelarmente desde 10 de fevereiro de 2026.

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Afastamento e Suspeitas Envolvidas

O Pleno do STJ decidiu instaurar e dar seguimento à apuração interna nessa mesma data. O ministro havia apresentado um laudo psiquiátrico de 90 dias, após ter formalizado uma licença médica inicial de 10 dias. Desde a abertura da sindicância, Buzzi esteve internado no hospital DF Star, em Brasília, e em 13 de fevereiro, passou a receber tratamento domiciliar.

Próximos Passos no Processo

O ministro encontra-se impedido de usar gabinete, carro oficial e outras prerrogativas do cargo enquanto durar o afastamento cautelar. O caso envolve a suspeita de que Buzzi tenha tido um envolvimento com uma jovem de 18 anos em um episódio ocorrido em 9 de janeiro de 2026, em Balneário Camboriú.

Além disso, o ministro também se tornou alvo de relatos sobre uma possível nova vítima, ouvida no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O CNJ informou que o caso tramita em sigilo na Corregedoria Nacional de Justiça, medida necessária para proteger a intimidade da vítima e evitar qualquer exposição indevida.

O Pleno do STJ tem uma deliberação marcada para esta quarta-feira, dia 14 de abril, às 16h30, reunião que será fechada para tratar das conclusões das investigações.

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