De la Flor: Editora Argentina Encerra Jornada de Quase 60 Anos!

Editora argentina De la Flor fecha após quase 60 anos de história! Um legado de apoio à literatura e defesa de autores se encerra. Saiba mais!

11/05/2026 19:30

3 min

De la Flor: Editora Argentina Encerra Jornada de Quase 60 Anos!
(Imagem de reprodução da internet).

Editora Argentina De la Flor Encerra Atividades Após Quase 60 Anos

A Ediciones de la Flor, uma das editoras independentes mais antigas da Argentina, anunciou sua encerramento das atividades no final do mês passado. A decisão marca o fim de uma trajetória de quase seis décadas no mercado editorial do país, um período marcado por importantes publicações e o apoio a diversos autores.

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A notícia foi revelada após os herdeiros da editora comunicarem, em 2025, que a obra do renomado cartunista Quino seria publicada exclusivamente pelo selo Sudamericana, da Penguin Random House.

Fundada em 1966 por Daniel Divinsky e Ana María Kuki Miller, a De la Flor rapidamente se estabeleceu como uma editora de destaque. No início, a equipe contava com a colaboração de Jorge Álvarez e Oscar Finkelberg, um advogado que se destacou pela defesa de escritores, desempenhando um papel crucial durante a ditadura militar argentina, auxiliando na libertação dos fundadores da editora, que permaneceram presos por mais de cem dias.

Um Legado de Apoio à Literatura

Após o divórcio de Divinsky e Miller em 2009, e a saída do primeiro em 2015, Ana María Miller assumiu a direção editorial da editora. Miller descreveu a De la Flor como uma “casa de grandes autores” e enfatizou que a editora não seria colocada à venda.

A decisão, segundo ela, reflete tanto o esgotamento do ciclo da empresa quanto suas próprias considerações pessoais.

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Desafios do Setor Editorial

Miller explicou que o encerramento da De la Flor ocorre independentemente das transformações que estão ocorrendo no setor editorial. A editora continuará operando com uma equipe de cinco funcionários até o final do ano, embora já não esteja realizando novas impressões há cerca de um ano.

A transferência dos direitos da obra de Quino representou um impacto pessoal significativo para Miller, que não planeja encontrar um sucessor para dar continuidade ao projeto.

Últimos Títulos e Legado

Nos seus últimos títulos, a De la Flor publicou obras de autores como Emilio Perina, Arturo Carrera, Daniel Samoilovich, Luis Fernando Veríssimo, César Fernández Moreno, Daniel Guebel, Pablo De Santis e Susana Szwarc. A editora também teve um papel importante na publicação em espanhol do primeiro romance de Umberto Eco, “O Nome da Rosa”, em coedição com a Lumen, além de obras de Roberto Fontanarrosa, Griselda Gambaro, John Berger e clássicos da não ficção de Rodolfo Walsh.

A De la Flor deixou um legado duradouro na literatura argentina, contribuindo significativamente para o desenvolvimento e divulgação de talentos nacionais.

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