De la Flor: Editora Argentina Encerra Jornada de Quase 60 Anos!

Editora Argentina De la Flor Encerra Atividades Após Quase 60 Anos
A Ediciones de la Flor, uma das editoras independentes mais antigas da Argentina, anunciou sua encerramento das atividades no final do mês passado. A decisão marca o fim de uma trajetória de quase seis décadas no mercado editorial do país, um período marcado por importantes publicações e o apoio a diversos autores.
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A notícia foi revelada após os herdeiros da editora comunicarem, em 2025, que a obra do renomado cartunista Quino seria publicada exclusivamente pelo selo Sudamericana, da Penguin Random House.
Fundada em 1966 por Daniel Divinsky e Ana María Kuki Miller, a De la Flor rapidamente se estabeleceu como uma editora de destaque. No início, a equipe contava com a colaboração de Jorge Álvarez e Oscar Finkelberg, um advogado que se destacou pela defesa de escritores, desempenhando um papel crucial durante a ditadura militar argentina, auxiliando na libertação dos fundadores da editora, que permaneceram presos por mais de cem dias.
Um Legado de Apoio à Literatura
Após o divórcio de Divinsky e Miller em 2009, e a saída do primeiro em 2015, Ana María Miller assumiu a direção editorial da editora. Miller descreveu a De la Flor como uma “casa de grandes autores” e enfatizou que a editora não seria colocada à venda.
A decisão, segundo ela, reflete tanto o esgotamento do ciclo da empresa quanto suas próprias considerações pessoais.
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Desafios do Setor Editorial
Miller explicou que o encerramento da De la Flor ocorre independentemente das transformações que estão ocorrendo no setor editorial. A editora continuará operando com uma equipe de cinco funcionários até o final do ano, embora já não esteja realizando novas impressões há cerca de um ano.
A transferência dos direitos da obra de Quino representou um impacto pessoal significativo para Miller, que não planeja encontrar um sucessor para dar continuidade ao projeto.
Últimos Títulos e Legado
Nos seus últimos títulos, a De la Flor publicou obras de autores como Emilio Perina, Arturo Carrera, Daniel Samoilovich, Luis Fernando Veríssimo, César Fernández Moreno, Daniel Guebel, Pablo De Santis e Susana Szwarc. A editora também teve um papel importante na publicação em espanhol do primeiro romance de Umberto Eco, “O Nome da Rosa”, em coedição com a Lumen, além de obras de Roberto Fontanarrosa, Griselda Gambaro, John Berger e clássicos da não ficção de Rodolfo Walsh.
A De la Flor deixou um legado duradouro na literatura argentina, contribuindo significativamente para o desenvolvimento e divulgação de talentos nacionais.
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