DCE Livre Acusa Violência e Ilegalidade na Operação da PM na USP

Operação da PM na USP causa choque! Estudantes detidos e acusam violência. Reitor e chefe de gabinete sob fogo no DCE Livre. #USP #DCEFree

10/05/2026 12:27

2 min

DCE Livre Acusa Violência e Ilegalidade na Operação da PM na USP
(Imagem de reprodução da internet).

Operação da PM na USP Gera Repercussão e Denúncias do DCE Livre

Em uma madrugada tensa, o Diretório Central dos Estudantes Livre da Universidade de São Paulo (DCE Livre) divulgou um comunicado sobre uma operação de desocupação da reitoria da instituição realizada pela Polícia Militar. A ação, que ocorreu na noite de domingo (10 de maio de 2026), resultou na detenção de quatro estudantes e na acusação de uso excessivo de força por parte das autoridades.

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Segundo o DCE Livre, a operação teve início por volta das 4h15, com a invasão da ocupação da reitoria, que já durava mais de 60 horas e havia sido iniciada pelos estudantes em apoio à retomada de negociações sobre políticas de permanência estudantil, como moradia e alimentação.

A entidade estudantil alega que a PM utilizou bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes contra os manifestantes, além de formar um corredor polonês para espancar os estudantes.

Reclamações e Acusações Contra a Reitoria

O comunicado do DCE Livre critica a gestão do reitor Aluísio Segurado e do chefe de gabinete Edmilson Dias de Freitas, acusando-os de optarem pela violência e pela força da PM em vez do diálogo com os estudantes. A entidade também denuncia a destruição de materiais e pertences pessoais dos manifestantes, além da invasão de mochilas e barracas por policiais sem acompanhamento de perícia.

A acusação central é a de que a operação foi realizada de forma ilegal, sem qualquer decisão judicial autorizando a desocupação.

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Questionamentos e Repercussão

O diretório estudantil questionou a legalidade da operação, levantando dúvidas sobre a motivação da detenção dos estudantes e a falta de transparência. A entidade também associou a ação à política de segurança pública do governador Tarcísio de Freitas, destacando-a como um dos episódios mais violentos da história recente da universidade.

Diversas unidades da USP e diretorias da universidade já haviam expressado apoio à reitoria, enquanto o DCE Livre da USP, fundado em 1976, completou 50 anos, reafirmando seu compromisso com a luta contra a ditadura militar.

A entidade estudantil expressou preocupação com o bem-estar dos estudantes feridos e com a possibilidade de que a reitoria ignore suas reivindicações básicas, como acesso à moradia e alimentação. O DCE Livre da USP, representado por Alexandre Vannucchi Leme, declarou que não se calará diante da repressão e intransigência da gestão, prometendo continuar a lutar pelos direitos dos estudantes.

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