Dario Durigan muda o tom: o que o governo fará sobre tributação de combustíveis?

Dario Durigan esclarece: governo não reduz tributos de gasolina! Saiba o que mudou no plano para combater o aumento dos combustíveis.

23/04/2026 17:45

3 min

Dario Durigan muda o tom: o que o governo fará sobre tributação de combustíveis?
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro da Fazenda esclarece sobre tributação de combustíveis

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comunicou nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, que o governo não anunciará a redução de alíquotas de tributos federais incidentes sobre a gasolina. Essa declaração diverge do que havia sido divulgado anteriormente.

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Mais cedo, o próprio governo havia informado jornalistas que reduziria impostos com o objetivo de amenizar os efeitos do aumento internacional dos preços dos combustíveis. O comunicado inicial, enviado às 15h41, mencionava detalhes sobre o corte de PIS e Cofins sobre o combustível.

Mudança no anúncio durante coletiva de imprensa

A coletiva de imprensa estava programada para as 17 horas. Contudo, ao iniciar o evento, às 17h08, Durigan esclareceu que a redução tributária não ocorreria como esperado. Ele informou que o foco seria discutir um mecanismo em discussão no Congresso Nacional.

Durigan fez uma correção em relação ao aviso de pauta, explicando que não se tratava de um anúncio imediato de redução tributária. Em vez disso, seria uma discussão sobre um mecanismo que visa mitigar o impacto da situação global no país.

Detalhes do comunicado inicial

O aviso de pauta original indicava que o Governo Federal detalharia, em coletiva, a medida de redução das alíquotas de PIS/Cofins sobre a gasolina. A ocasião era marcada para a quinta-feira, 23/4, às 17h, no Ministério da Fazenda.

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Participaram da entrevista coletiva os ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti. O anúncio seria visto como um complemento ao esforço institucional já estabelecido pela MP nº 1.345/2026.

Contexto econômico e preços internacionais

A discussão sobre os combustíveis está inserida em um cenário de alta no mercado internacional do petróleo. O conflito entre Estados Unidos, Irã e Israel resultou na obstrução do estreito de Ormuz, afetando o fornecimento global.

Essa menor oferta elevou significativamente a cotação do barril tipo Brent. O preço subiu de US$ 72,5 em 27 de fevereiro para US$ 119,24 em 31 de março, atingindo a máxima registrada em 2026. Às 16h, a cotação era de US$ 105,4.

Perspectivas para o setor de combustíveis

O governo defendeu que o aumento do petróleo no mercado internacional, apesar dos desafios, possibilitaria um aumento na arrecadação com royalties. Isso, por sua vez, abriria caminho para novas medidas de combate aos efeitos da crise global.

O anúncio inicial complementava o esforço institucional da Medida Provisória (MP) que já havia sido implementada para reduzir os impactos da alta do petróleo no cenário mundial após o início das tensões no Oriente Médio.

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