Dario Durigan alerta: Oriente Médio ameaça economia global e o que esperar para o Brasil?

Dario Durigan alerta sobre riscos globais após conflito no Oriente Médio. Saiba como a tensão entre Israel e Irã afeta a economia mundial e o Brasil.

16/04/2026 21:50

3 min

Dario Durigan alerta: Oriente Médio ameaça economia global e o que esperar para o Brasil?
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro da Fazenda alerta sobre riscos globais após conflito no Oriente Médio

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026. Durante o encontro, ele emitiu um alerta sério sobre os riscos que a escalada do conflito no Oriente Médio representa para a economia mundial.

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Segundo Durigan, a guerra tem potencial para desequilibrar a relação entre oferta e demanda em escala global. Isso, por sua vez, pode gerar pressões inflacionárias e afetar negativamente as condições financeiras em diversas nações.

Impacto das tensões geopolíticas na economia mundial

Em um posicionamento enviado ao IMFC (Comitê Monetário e Financeiro Internacional), durante as reuniões de primavera do FMI, Durigan enfatizou que o confronto entre Israel e Irã ameaça o processo de desinflação mundial. Ele apontou que países mais pobres e que dependem da importação de energia serão os mais atingidos.

Riscos de descontinuidade nas cadeias de suprimentos

O ministro alertou que, caso o conflito no Oriente Médio se prolongue ou se expanda pela região, as interrupções nos mercados de energia tendem a persistir. Tais disrupções afetarão outras cadeias vitais, como as de fertilizantes e alimentos, além de impactar a inflação e a saúde financeira.

Perspectivas para o Brasil frente ao cenário externo

Apesar do cenário externo considerado adverso, Durigan manteve o otimismo em relação à economia brasileira. Ele sustentou que o país possui uma “posição robusta” para absorver choques vindos do exterior.

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Pilares da resiliência econômica nacional

O ministro citou a matriz energética limpa do Brasil e o expressivo superávit comercial de petróleo e derivados, que alcançou US$ 32 bilhões em 2023. Estes fatores são vistos como pilares importantes da resiliência doméstica.

Além disso, ele reforçou que a convergência da inflação para a meta permitiu ao Banco Central iniciar um ciclo de flexibilização monetária, mantendo o foco na estabilidade financeira e no pleno emprego.

Compromisso fiscal e projeções futuras

No âmbito fiscal, Durigan rebateu projeções recentes do FMI que indicam que a dívida pública brasileira poderia atingir 100% do PIB em 2027. O ministro atribuiu esse pessimismo a divergências metodológicas e reafirmou o compromisso do governo com o ajuste gradual das contas.

Ele garantiu que as metas de superávit primário de 0,25% em 2026 e 0,50% em 2027 assegurarão a estabilização da dívida pública até 2030. Durigan declarou que os resultados fiscais dos últimos três anos e as projeções para 2026 demonstram a determinação em consolidar as contas.

Próximos passos da agenda do ministro

O ministro Dario Durigan finalizará sua passagem por Washington nesta semana e seguirá para a Europa no sábado, 18 de abril. Ele fará parte da comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visitas oficiais programadas para a Espanha e para a Alemanha.

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