Cuba nega ataques aos EUA e acusa Washington de criar ‘caso fraudulento’

Cuba nega planos de ataque aos EUA e acusa Washington de criar ‘caso fraudulento’
Um jornal americano divulgou informações sobre a compra de mais de 300 drones de ataque pela Cuba, a partir de 2023. Segundo a reportagem, o governo cubano estaria planejando ataques contra pontos estratégicos nos Estados Unidos, incluindo a cidade de Key West, localizada a 145 quilômetros da ilha, além de alvos marítimos como navios da Marinha dos EUA e a base de Guantánamo.
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O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, prontamente negou as acusações nas redes sociais, classificando-as como um “caso fraudulento” criado pelos EUA para justificar sanções e uma possível intervenção militar.
Tensão Crescente entre Cuba e Estados Unidos
A situação se agrava em um contexto de crescente tensão entre os dois países. Os Estados Unidos têm intensificado a pressão sobre a Cuba, buscando forçar a abertura econômica e reformas políticas. Washington tem utilizado sanções econômicas, ameaças de acusações judiciais e um pacote de US$ 100 milhões como forma de pressionar o governo cubano.
A administração Trump estabeleceu um prazo para que Havana atendesse às exigências, que incluem a liberalização econômica, expansão do setor privado e a soltura de presos políticos.
Denúncias e Negações
O chanceler Rodríguez enfatizou que a Cuba não representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA e que o país não apoia ou financia organizações terroristas. Ele ressaltou que a ilha não abriga bases militares ou de inteligência estrangeiras e nunca permitiu que ações hostis contra os EUA fossem realizadas a partir de seu território.
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A declaração foi publicada no jornal oficial do Partido Comunista, Granma, na sexta-feira (15.mai).
Compra de Armamento e Preparação para a Defesa
Apesar da negação, a reportagem original mencionava a compra de armamentos da Rússia e do Irã pela Cuba. O governo cubano não comentou especificamente sobre essa aquisição, mas o chanceler Rodríguez justificou as ações como parte do direito à legítima defesa, reconhecido pela Carta da ONU.
A situação demonstra a preparação da Cuba para enfrentar possíveis agressões externas, em um cenário de crescente instabilidade regional.
Conclusão
A disputa entre Cuba e os Estados Unidos continua a gerar tensões e incertezas. As alegações sobre a compra de drones e os planos de ataque levantam preocupações sobre a segurança regional e a possibilidade de um conflito. O governo cubano se mantém firme em sua posição, negando as acusações e defendendo seu direito à autodeterminação.
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