Cuba acusa EUA de ‘crime’ e prepara resistência com drones e alerta de guerra

Crise no Caribe: Cuba Denuncia Ações dos EUA e Manifesta Preparação para Resistência
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, intensificou a retórica contra os Estados Unidos, classificando uma ordem executiva recente como “imoral, ilegal e criminosa”. A medida, imposta pelo governo de Donald Trump, restringe severamente o acesso de Cuba a combustíveis, levando à ilha a um racionamento rigoroso e à interrupção de importações de petróleo, que não ocorrem desde o final de março, quando Cuba recebeu cerca de 700 mil barris – o equivalente a duas semanas de consumo da ilha de dez milhões de habitantes.
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Tensão Crescente e Preparação para o Confronto
Em uma publicação na rede social X, Díaz-Canel alertou que qualquer ação militar americana contra Cuba teria consequências imprevisíveis para a paz e a estabilidade da região. A declaração surge em meio a uma reportagem do Axios, que revelou informações confidenciais sobre a aquisição de mais de 300 drones militares por Cuba e planos para utilizá-los contra a base naval de Guantánamo, navios militares dos EUA e Key West, na Flórida.
A situação na capital cubana, Havana, é marcada por um sentimento de resistência, com moradores expressando disposição para lutar caso um ataque ocorra, apesar das graves dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.
Reações e Apelos à Negociação
Sandra Roseaux, de 57 anos, afirmou: “Sei que Cuba é um país forte. Os cubanos são muito corajosos e não vão nos encontrar despreparados”. Ulises Medina, 58 anos, ressaltou a necessidade de negociações: “Não seria correto que os Estados Unidos, nem que Cuba invadisse os Estados Unidos.
Eles precisam chegar a um acordo, conversar e negociar”. A crise entre Cuba e os EUA, marcada por décadas de tensão, se agrava com a pressão exercida pela situação na Venezuela, onde o presidente foi preso em janeiro.
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Indiciamento de Raúl Castro e Defesa da Autodefesa
A Reuters informou, citando fontes do Departamento de Justiça dos EUA, que promotores planejam indiciar o ex-líder cubano Raúl Castro, de 94 anos, pelo abate de dois aviões operados por um grupo humanitário em 1996. O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, defendeu o direito da autodefesa de Cuba, conforme a Carta da ONU e o direito internacional.
Jorge Villalobos, de 87 anos, enfatizou: “O povo cubano não permite que ninguém interfira em suas terras”.
Conclusão: Um Cenário de Tensão e Resistência
A escalada das tensões entre Cuba e os Estados Unidos, com o indiciamento de Raúl Castro e a preparação aparente para a resistência, demonstra a persistência de um conflito de longa data. A situação econômica e política da ilha, agravada pela crise venezuelana, intensifica a determinação de Cuba em defender sua soberania, enquanto a comunidade internacional observa com apreensão um cenário de crescente instabilidade na região do Caribe.
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