Cruzeiro na Suíça: OMS Confirma Primeiro Caso de Hantavírus com Óbitos a Bordo

Caso Confirmado de Hantavírus em Cruzeiro pela Suíça
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta quarta-feira (6) que um dos passageiros do cruzeiro MV Hundius teve confirmado o diagnóstico de hantavírus na Suíça. A informação foi confirmada pelo presidente da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em comunicado nas redes sociais.
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A cepa do vírus identificada é a Andes, originária da América do Sul, e até o momento, três casos foram confirmados entre os oito inicialmente notificados.
Transmissão e Riscos
Segundo a OMS, a transmissão do hantavírus ocorre principalmente através do contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Embora a doença raramente se propague diretamente de pessoa para pessoa, a cepa Andes já foi associada a casos de transmissão, evidenciando um risco aumentado.
Os três óbitos relacionados ao surto foram registrados durante o cruzeiro pelo Atlântico, que partiu de um local ainda não especificado.
A organização ressaltou que a doença se manifesta quando roedores silvestres eliminam o vírus por meio de suas secreções, sem apresentar sintomas. A transmissão para humanos ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de aerossóis contaminados ou pelo contato direto com mucosas, como olhos, boca e nariz.
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Hantavírus: O que é?
De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que se manifesta no Brasil principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), um quadro grave que afeta o sistema respiratório e cardiovascular. O vírus pertence à família Hantaviridae e é transmitido por roedores silvestres, que eliminam o agente infeccioso por meio de suas secreções.
A transmissão para humanos ocorre, na maioria dos casos, pela inalação de aerossóis contaminados a partir das excretas desses animais. Também pode acontecer por contato direto com mucosas — como olhos, boca e nariz —, por ferimentos na pele ou mordidas de roedores.
Sintomas e Tratamento
Os sintomas da hantavirose variam de febre, dores no corpo e mal-estar a formas mais graves, com comprometimento pulmonar e cardíaco. Em casos severos, a doença pode evoluir para insuficiência respiratória e síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), exigindo atendimento médico imediato.
O período de incubação pode variar de uma a cinco semanas, podendo chegar a até 60 dias.
Não existe tratamento específico para a infecção por hantavírus. O manejo dos pacientes é feito com medidas de suporte, de acordo com a gravidade do caso, geralmente em ambiente hospitalar. Devido à rápida evolução e potencial fatalidade da doença, a notificação compulsória imediata é obrigatória, com comunicação às autoridades de saúde em até 24 horas.
A prevenção é fundamental, especialmente para profissionais expostos, como trabalhadores rurais e equipes de saúde. O uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção, é recomendado em situações de risco, além de medidas que evitem o contato com ambientes contaminados por roedores.
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