Corretora de Imóveis em Caldas Novas: Nova Audiência e Prisão Mantida no Caso Polêmico

Investigação da Morte de Corretora de Imóveis em Caldas Novas Continua com Novas Audiências
A Justiça de Goiás está conduzindo as investigações sobre o caso da morte de Daiane Alves Sousa, de 43 anos, corretora de imóveis encontrada em Caldas Novas (GO). A audiência de instrução e julgamento, que ocorreu na última quarta-feira (6), revelou a complexidade do caso e a necessidade de novas oitivas para esclarecer os fatos.
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A sessão, presidida pela Juíza Vaneska da Silva Baruki da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, contou com depoimentos de familiares, testemunhas e o delegado André Luiz Barbosa Santos.
Devido à grande quantidade de testemunhas a serem ouvidas e à complexidade do caso, a próxima sessão de julgamento foi agendada para o dia 9 de julho de 2026, às 13h30, por videoconferência. Nessa nova etapa, a defesa do acusado, Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde Daiane morava, terá a oportunidade de apresentar suas testemunhas e realizar o interrogatório do réu.
A magistrada determinou que o síndico se retirasse da audiência, considerando que sua presença poderia causar constrangimento às testemunhas e comprometer a veracidade dos depoimentos, conforme o artigo 217 do Código de Processo Penal.
Testemunhas e Depoimentos Relevantes
Durante a sessão, foram ouvidas as testemunhas indicadas pela acusação, incluindo a mãe, uma amiga íntima e a irmã de Daiane. Além disso, o depoimento do próprio Cléber Rosa de Oliveira, seu filho, Maicon Doulgas de Oliveira, e o delegado André Luiz Barbosa Santos foram registrados.
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A defesa também apresentou seus próprios testemunhas, buscando fortalecer sua argumentação.
Prisão e Reavaliação do Caso
A prisão de Cléber Rosa de Oliveira foi reavaliada pela magistrada em decisão proferida em 11 de março de 2026, mantendo a custódia cautelar. A legislação processual penal exige a reavaliação da prisão a cada 90 dias, e o prazo se encerra em 9 de junho de 2026, um mês antes da próxima audiência de instrução.
A investigação aponta que Cléber teria forçado Daiane a descer até o subsolo do prédio, onde a abordou enquanto ela filmava os relógios de energia. A dinâmica do crime, segundo a Polícia Civil, envolveu um intervalo de aproximadamente oito minutos, com o desaparecimento da vítima das imagens às 19h e a passagem de outra moradora pelo prédio às 19h08.
Investigação em Andamento
A investigação continua com o objetivo de determinar o paradeiro atualizado de uma das testemunhas não localizada e com a análise de evidências. A Superintendência de Polícia Técnico-Científica e o Instituto Médico Legal Aristoclides Teixeira foram solicitados a complementar a perícia, buscando esclarecer se os disparos de arma de fogo ocorreram antes ou depois da morte de Daiane.
A CNN Brasil aguarda retorno das defesas para a continuidade da reportagem.
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