Corinthians sob investigação: Promotor busca intervenção judicial em 2025

Corinthians: Promotor Pede Intervenção Judicial em Desempenho das Contas de 2025
O promotor Cássio Conserino entrou com uma nova solicitação à Justiça na segunda-feira, 4 de maio de 2026, buscando uma intervenção judicial no caso envolvendo as contas do Corinthians referentes ao ano de 2025. O Ministério Público de São Paulo argumenta que houve irregularidades na aprovação das contas, caracterizando uma gestão temerária com base nos dados financeiros do clube.
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Esta é a segunda vez que o MP busca medidas judiciais contra o clube.
Histórico de Ações do MP
Em dezembro de 2025, a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social já havia iniciado uma investigação civil para avaliar a possibilidade de intervenção judicial devido ao suposto mau uso de cartões corporativos. A investigação focava em possíveis irregularidades relacionadas ao uso desses benefícios.
Irregularidades Identificadas pelo Promotor
Conserino identificou três pontos principais de irregularidade. O primeiro deles envolve a participação de Haroldo Dantas, advogado das empresas do presidente Osmar Stabile, em uma reunião do Conselho Fiscal. Dantas estava afastado de suas funções como presidente do conselho devido a conflitos de interesses e compareceu à reunião no Parque São Jorge, assinando a ata que recomendava a aprovação das contas com ressalvas.
Falhas no Cori e Conselho Deliberativo
O segundo ponto de irregularidade se refere à atuação do Conselho de Orientação (Cori), que não identificou a ilegalidade da participação de Dantas e não especificou as ressalvas apresentadas. O conselho também não propôs nenhuma sanção ou correção.
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O terceiro ponto envolve o Conselho Deliberativo, que desconsiderou as recomendações internas e externas ao aprovar as contas de Osmar Stabile.
Pedido de Responsabilização
Conserino solicita que a Justiça também responsabilize os conselheiros presentes na votação. As contas de 2025 apresentaram um déficit de R$ 143,4 milhões e o endividamento total do clube ultrapassa R$ 2,7 bilhões. O promotor descreve a situação como uma “ineficácia sistêmica e institucionalizada dos órgãos de controle” do Corinthians, exigindo uma intervenção judicial urgente.
Cenário Administrativo
“Estamos assistindo uma ineficácia sistêmica e institucionalizada dos órgãos de controle do Corinthians que demanda urgente intervenção judicial”, afirmou Conserino. “Houve uma violação direta da governança exigida pela Lei Geral do Esporte.
Enfim, um cenário administrativo caótico e que piora em progressão geométrica”.
Autor(a):
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