Copa do Mundo 2026: Preços de Ingressos Estão Causando Polêmica Mundial!

Ingressos da Copa do Mundo 2026 chocam! Preços absurdos geram polêmica e dificultam acesso de torcedores em Canadá, México e EUA. Valores de US$ 3 mil a US$ 3

09/05/2026 08:34

3 min

Copa do Mundo 2026: Preços de Ingressos Estão Causando Polêmica Mundial!
(Imagem de reprodução da internet).

Ingressos para a Copa do Mundo FIFA 2026: Preços Elevados Causam Polêmica

A segunda leva de ingressos para a Copa do Mundo FIFA 2026, organizada pela própria entidade, apresenta valores que surpreendem e geram críticas. Os preços variam de US$ 3.000 (aproximadamente R$ 14.800) a até US$ 10 mil (R$ 49.400), um cenário que dificulta o acesso dos torcedores ao redor do mundo, incluindo os países anfitriões: Canadá, México e Estados Unidos.

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A final do torneio promete ser um dos ingressos mais caros do mercado, com valores que ultrapassam os US$ 10.990 (R$ 54.260). A revenda dos ingressos para a final pode variar de US$ 11 mil (R$ 54.300) a US$ 3 milhões (mais de R$ 14 milhões). Apesar da FIFA não ter controle direto sobre os preços de revenda, a organização recebe 15% do valor tanto do revendedor quanto do comprador, totalizando 30% do valor da revenda oficial.

Contexto Histórico e Críticas

Em comparação com a edição de 2022 no Catar, onde o ingresso mais caro para a final custava “apenas” US$ 1.600 (R$ 7.900), a situação atual é significativamente diferente. O cidadão Francisco Javier Ferreira, de 70 anos, residente no México, expressou sua insatisfação: “Não parece a mesma coisa que as duas Copas do Mundo anteriores.

Esta Copa do Mundo não tem a cara do México. É assim que me sinto, porque até os preços dos ingressos estão fora do alcance de todos.”

Defesa da FIFA e Mercado de Revenda

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu os altos preços, justificando-os pela demanda do mercado de entretenimento mais desenvolvido do mundo. Ele argumenta que a revenda de ingressos é permitida nos Estados Unidos, e que, mesmo com essa prática, os preços acabam subindo, ultrapassando o dobro do valor inicial.

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Infantino enfatiza que a FIFA reinveste seus lucros em programas de futebol ao redor do mundo e encoraja investidores americanos a se envolverem mais com o esporte, apesar de sua menor popularidade no país. Ele também prometeu garantir uma experiência positiva para os torcedores, mesmo que os ingressos sejam vendidos a preços elevados.

Reações e Controvérsias

A organização de fãs Football Supporters Europe (FSE) criticou o sistema de precificação como “extorso” e uma “traição monumental”. O grupo iniciou um processo perante a Comissão Europeia contra a FIFA por “preços de ingresso excessivos”.

Apesar das críticas, Infantino rebateu, afirmando que os preços não refletem o custo real dos ingressos e que a FIFA recebeu mais de 500 milhões de pedidos de ingressos, em comparação com menos de 50 milhões nas edições de 2018 e 2022.

Infantino destaca que 25% dos ingressos para a fase de grupos estavam com preços abaixo de US$ 300 (R$ 1.480), e que nos Estados Unidos, é difícil assistir a jogos universitários ou profissionais por esse valor. A FIFA ainda enfrenta dificuldades para lotar alguns jogos, como a estreia dos Estados Unidos contra o Paraguai, onde os ingressos variam de US$ 1.120 (R$ 5.535) a US$ 4.105 (R$ 20.000), com muitos custando cerca de US$ 2.000 (R$ 9.884).

Apesar dos desafios, ingressos ainda estão disponíveis no site oficial da FIFA, na seção de “vendas de última hora”, com preços que podem chegar a US$ 6.050 (R$ 30.000) para assentos em pacotes de hospitalidade.

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