Copa 2026: Leitura Aposta em Coleção de Figurinhas e Crescimento de 10%

Copa do Mundo de 2026: Uma Coleção que Impulsiona o Negócio da Leitura
Em 2026, o Brasil se prepara para mais um ritual de paixão: a venda de figurinhas da Copa do Mundo. A tradição, que já faz parte do calendário do consumidor brasileiro, ganha um novo volume com a edição de 2026, que promete atrair colecionadores de todas as idades. A expectativa é alta, com a Panini apostando em um lançamento que movimente o mercado editorial e varejista.
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A Edição de 2026: Um Grande Sucesso
A nova edição da Copa do Mundo da Panini chega com 980 cromos, 112 páginas e as 48 seleções classificadas. O lançamento, previsto para 1º de maio, já conta com o apoio da Livraria Leitura, que se consolida como uma das principais revendedoras da marca no país. A rede mineira projeta vender cerca de 20 milhões de pacotes de figurinhas ao longo do ciclo da competição, gerando uma receita estimada em R$ 140 milhões. Esse volume extra representa um crescimento significativo no faturamento da empresa, impulsionado pela demanda do Mundial.
O Crescimento da Leitura
O CEO da Leitura, Marcus Teles, destaca a importância da Copa para o crescimento da empresa, prevendo um aumento de mais de 10% no faturamento. A rede planeja abrir ao menos 10 novas unidades em 2026, ampliando sua base de lojas e capturando a demanda do Mundial. A estratégia da Leitura se baseia na recorrência das trocas de figurinhas, que geram tráfego constante nas lojas e impulsionam as vendas de outros produtos.
Margens e Estratégias
A lógica das figurinhas é simples: volume alto, margem apertada. A Leitura reconhece a margem menor em comparação com livros ou papelaria, mas considera que a figurinha faz parte do seu negócio principal. O segredo está na recorrência do consumidor, que volta às lojas várias vezes para comprar mais pacotes, trocar figurinhas ou completar a coleção. A rede também aproveita a oportunidade para vender outros produtos, como mangás e cards, criando um efeito de consumo cruzado.
Mais do que uma Coleção: Um Ponto de Encontro
Durante o Mundial, as livrarias se transformam em espaços de encontro e interação entre os colecionadores. Clientes trocam figurinhas, compartilham experiências e descobrem novos produtos. Esse comportamento se assemelha ao que a Leitura observa em categorias como jogos de tabuleiro e mangás, que também criam comunidades e impulsionam o consumo. A figurinha, nesse contexto, cumpre um papel duplo: gera receita direta e atrai vendas indiretas, em meses que historicamente são fortes para a categoria de papelaria e infantil.
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A História da Leitura: Uma Jornada de Sucesso
A operação da Leitura começou em 1967, com os primos Emídio e Lúcio Teles abrindo um sebo na Galeria Ouvidor, em Belo Horizonte. A partir daí, a rede cresceu e se expandiu, conquistando o mercado editorial brasileiro. O salto veio em 1998, com a primeira megastore no BH Shopping, e a rede se consolidou como a maior livraria do país. O modelo de sócio-gerente, similar ao utilizado por redes de restaurantes, é uma das apostas da Leitura, que permite que os donos das lojas tenham um papel ativo na gestão do negócio. Atualmente, 70% das lojas funcionam nesse formato, garantindo um atendimento personalizado e adaptado às necessidades do público local.
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