Controle Biológico: Mercado Brasileiro Pode Dobrar em Decada com Inovação!

Controle Biológico Projeta Crescimento Significativo no Mercado Brasileiro
O controle biológico de pragas e doenças em cultivos tem potencial para dominar até 50% do mercado brasileiro até 2050. Essa projeção ousada foi apresentada pelo pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Wagner Bettiol, durante o BioSummit, realizado em Campinas (SP).
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Bettiol ressaltou um crescimento notável do setor nos últimos anos, impulsionado por diversas tendências.
Em 2025, o controle biológico já representava uma parcela considerável do mercado agrícola brasileiro. Segundo o pesquisador, o avanço anual nos últimos cinco anos era de aproximadamente 3%. Esse ritmo acelerado demonstra a crescente importância da biologia na proteção das lavouras, em contraste com a expansão prevista para o uso de pesticidas químicos, que deve atingir 5% até 2030 em alguns países.
Fatores Impulsionadores do Crescimento
Diversos fatores contribuem para o aumento da demanda por controle biológico. A crescente conscientização dos consumidores sobre a preferência por produtos considerados “limpos” e com menor impacto ambiental é um dos principais motivadores. Além disso, as dificuldades e custos associados ao registro e desenvolvimento de novos defensivos químicos também influenciam a busca por alternativas biológicas.
O surgimento de novas tecnologias biológicas, como o uso de microrganismos e insetos benéficos, tem impulsionado ainda mais o setor. Bettiol enfatizou que grandes produtores rurais brasileiros já estão adotando o controle biológico em suas propriedades, e espera que, em até dez anos, pequenos e médios produtores também possam se beneficiar dessas soluções, desde que tenham acesso à capacitação e informação técnica adequada.
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Sustentabilidade e Mudanças Climáticas
O pesquisador também estabeleceu uma forte ligação entre o uso de biológicos e as discussões sobre sustentabilidade e mudanças climáticas. Ele destacou que a produção de pesticidas químicos emite pelo menos cinco vezes mais dióxido de carbono do que a produção de biológicos, evidenciando o impacto ambiental positivo do controle biológico.
Bettiol explicou que a aplicação de agentes biológicos pode contribuir para o aumento da população microbiana no solo, favorecer o desenvolvimento das raízes das plantas e ampliar a retenção de carbono no solo. Esses fatores podem impactar positivamente a produtividade agrícola e, ao mesmo tempo, reduzir as emissões de carbono, tornando o controle biológico uma ferramenta fundamental para a agricultura sustentável.
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